segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Debate na FACED

VÍDEOS FEITOS PELA CHAPA 4




VÍDEOS FEITOS PELA COMISSÃO ELEITORAL


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Aparelhamento do CEUE pelo PCdoB

Aparelhamento do CEUE pelo PCdoB

Quem votou na ultima eleição do CEUE na Chapa "CEUE para Engenheiros" achando que estaria votando para tirar o CEUE do controle dos comunas estava redondamente enganado.

Como está evidente agora, os membros da Diretoria do CEUE, inclusive o presidente Douglas Sandri, estão fazendo campanha abertamente, na eleição do DCE-UFRGS, usando o nome do CEUE e dos Centro Acadêmicos das Engenharias como apoiadores de uma dada Chapa.

No caso, é a Chapa 3 - Teu DCE, composta em sua grande maioria por militantes do PCdoB e que tem a principal vaga de representante discente (1º titular no CONSUN) ocupada pela estudante Ana Lucia Velho, que é presidente estadual da UJS (Juventude do PCdoB) e vice-presidente da UNE (entidade que apoia o corrupto José Dirceu).

Comitê de Campanha da Deputada Manuela D'Ávila (PC do B)
é a sede da chapa 3 (clique na imagem para ampliar)
Além disso, como também é de conhecimento geral, a Chapa 3 usa como "base" para suas reuniões a Sede da UJS (União da Juventude Socialista - órgão da Juventude do PCdoB) na Cidade Baixa na Rua Sarmento Leite 969.

Cabe lembrar ao estudante de Engenharia que todos os anos, durante eleição para o DCE, esse comunas, ligados à UJS,  vão na Engenharia gerar tumulto para afastar os estudantes da urna, como pode ser visto no vídeo abaixo:


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Governança Corporativa no DCE


É fato que, nos últimos anos, várias gestões do Diretório Central dos Estudantes da UFRGS estiveram envolvidas com casos de fraudes, uso dos recursos da entidade para fins pessoais, falta de transparência, falta de prestação de contas e outra série de irregularidades que, pouco a pouco, acabaram minando a credibilidade da entidade junto aos estudantes. Isso nos leva ao seguinte questionamento: Qual a representatividade de um órgão que não possuí a confiança de seus representados?

A Chapa 4 – DCE Livre, além da busca por benefícios concretos para os estudantes, se propõe a implementar um sistema de Governança Corporativa no DCE, visando reparar a perda de confiança pública na entidade e buscar um direcionamento estratégico que atenda as suas responsabilidades junto aos estudantes. Para atingir este objetivo, além de outras práticas de Governança Corporativa, agiremos em quatro linhas de ação:

- Transparência
- Equidade
- Prestação de Contas
- Responsabilidade Corporativa

TRANSPARÊNCIA

A boa relação de uma gestão com seus representados possui como cerne a transparência, sendo que esta não se restringe às fontes e aplicações de seus recursos, mas à toda informação gerada a partir das ações entidade.

Seremos uma gestão aberta, plural e não uma “caixa preta”, distante dos estudantes e fechada dentro do seu próprio grupo.

Temos como proposta voltar a editar o jornal do DCE, trazendo informações sobre a UFRGS e sobre a gestão para os estudantes, para que saibam o que a entidade está fazendo por eles e onde estão concentradas as suas ações, bem como, quais os canais de informação através de onde podem trazer suas dúvidas e demandas até o DCE.

Vamos trabalhar para que o DCE tenha também um espaço dentro do Jornal da UFRGS. A idéia é que haja o máximo de interação entre os estudantes e a gestão, de forma que estes se sintam integrados à ela e não à vejam como algo distante como ocorre atualmente.

EQUIDADE

A UFRGS não é constituída por um ou dois grupos isolados, mas por inúmeros indivíduos e grupos de indivíduos que possuem suas peculiaridades. Reconhecemos as capacidades individuais e empreendedoras do Ser Humano, bem como, nos opomos a “luta de classes”, defendendo que estas, sendo diversas mas não adversas, podem e devem viver em harmonia.

Como representante de todos os estudantes, buscaremos agir de forma justa e igualitária com todos, dentro dos valores morais, éticos e cívicos e trabalhando em benefício do Bem Comum.

O maior erro das gestões passadas do DCE foi virar as costas para os estudantes que pensavam diferente, excluindo as pessoas por meras picuinhas políticas. Não vamos virar as costas para ninguém, mas estender a mão para todos.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Uma das principais bandeiras do Movimento Estudantil Liberdade é a Prestação de Contas. O próprio Estatuto do DCE da UFRGS define, em seu art. 33, Parágrafo único, que:

Art. 33
(...)
Parágrafo único: A Diretoria Executiva do DCE deve prestar contas, semestralmente, aos estudantes e às pessoas ou entidades que o auxiliem com doações, de todos os recursos recebidos, em balancete aprovado pela mesma.

Entendemos que mais do que o dever regimental de informar é preciso que o DCE tenha uma cultura que gere um desejo de informar e que isso não se restrinja aos balancetes contábeis, mas represente toda informação de interesse dos stakeholders.

Propomos que seja feita uma prestação de contas mensal e que a mesma seja apresentada aos Diretórios e Centros Acadêmicos no Conselho de Entidades de Base e, também, seja publicada no site e no jornal do DCE, para que todos possam ter acesso a essa informação resumida.

Ainda, iremos implementar o sistema de “Prestação de Contas Antecipada” que consistirá no seguinte: em até 24h da data de aquisição do produto ou prestação do serviço, toda e qualquer nota fiscal, declaração, recibo, etc. que será usada na prestação de contas mensal oficial será digitalizada e publicada no site da entidade, para que os interessados possam fazer uma crítica prévia.

Assim, pretendemos gerar um clima de confiança entre os representantes e os representados.

RESPONSABILIDADE CORPORATIVA

O DCE precisa de uma visão mais ampla, por isso entendemos que a gestão é  responsável pela promoção da excelência da educação, mediante a inserção e o comprometimento dos estudantes com a vida universitária plena, nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, com vistas à formação integral e qualificada para o exercício de uma cidadania autônoma, crítica e de liderança.

Mais que uma entidade meramente reivindicativa, o DCE deve agir ativamente estimulando o desenvolvimento pleno dos estudantes por meio de ações que estimulem o desenvolvimento científico e a prática de atividades culturais, esportivas e artísticas.

Vamos incentivar as Semanas Acadêmicas, auxiliando os cursos em sua realização, ajudando nos contatos institucionais e com palestrantes e ministrantes de cursos.

Faremos o Banco de Auxílio ao Ensino, com a formulação de materiais de estudo para cadeiras específicas. Esse banco será constituído de provas antigas, resumos, listas de exercício, obtidos em parcerias com professores e monitores, que disponibilizaremos na internet e nos xérox.

Vamos promover a Semana olímpica, com torneios de diversos esportes, incluindo como alguns alternativos, como Sinuca, Truco, Xadrez. Também estimularemos a criação de Atléticas e a participação dos estudantes nos JUB (Jogos Universitários Brasileiros) através de patrocínio para os atletas da UFRGS, permitindo que eles possam compatibilizar o esporte com os estudos e participar de competições fora do estado.

Além disso, buscaremos junto à administração central da UFRGS a construção de quadras poliesportivas no Campus do Vale.

Faremos oficinas abertas de teatro, artes plásticas, cinema e vídeo, literatura, música, entre outros e, com isso, criaremos a Mostra Universitária de Artes Visuais, além de incentivar eventos como a “Semana de Expressão de Talentos da UFRGS”.

OUTRAS AÇÕES DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

Outras ações que implementaremos buscando proporcionar maior confiabilidade e transparência nos atos administrativos do DCE serão:

1 – Composição do Conselho de Administração e Fiscal (CAF) do DCE
Este conselho será responsável por acompanhar e fiscalizar as diretrizes estratégicas e a administração das finanças durante a gestão. Pretendemos compor este conselho com 10 membros, sendo estes o Presidente do DCE, os dois Vice-Presidentes, os dois Tesoureiros, um representante indicado pelo CEB e vamos convidar as outras 4 chapas que disputam o pleito de 2012 para indicar um representante.

2 – Vedação à acumulação de cargos
Não será permitido que o presidente do DCE seja presidente do Conselho de Administração e Fiscal.

3 – Manifestação sobre ações do DCE
Todos os dispêndios financeiros do DCE superiores à 2000 Ufirs que serão submetidos ao CEB para aprovação, virão acompanhados de manifestação, favorável ou contrária, do CAF.

4 – Reuniões públicas
O CAF realizará reuniões mensalmente, onde qualquer estudante poderá participar como ouvinte.

5 – Calendário de Reuniões
O Estatuto do DCE dispõe, em seu art. 22, I, que o CEB deve se reunir bimestralmente em caráter ordinário. Para que não aconteça mais os recorrentes problemas de alguns Centros e Diretórios Acadêmicos não serem avisados das reuniões, assim que assumirmos, publicaremos um calendário com todas as datas das reuniões ordinárias do CEB.

6 – Política de informações
Reativaremos o Portal de Serviços do DCE, onde os estudantes poderão ter acesso à vários serviços prestados pela entidade, bem como, poderão entrar em contato com a gestão.


Enfim, a partir das boas práticas de Governança Corporativa buscaremos restaurar a confiança dos estudantes no DCE e aproxima-los da entidade que os representa dentro da Universidade.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Chapa 4 DCE Livre – Movimento Estudantil Liberdade




Colega da UFRGS,

Começou, no último dia 16,  o processo eleitoral que irá definir a próxima gestão do Diretório Central dos Estudantes da UFRGS, órgão máximo de representação estudantil na Universidade, e as Representações Discentes nos Conselhos Superiores e Órgãos colegiados para o período 2012/2013.

A Chapa 4 DCE LivreMovimento Estudantil Liberdade foi a primeira chapa a se inscrever nessas eleições e somos a única chapa não vinculada com partidos/grupos de esquerda. 

Somos um grupo que defende a EXCELÊNCIA ACADÊMICA, o MÉRITO e o Movimento Estudantil de RESULTADOS, com busca de benefícios concretos para os estudantes. 

Assim, nossa missão é representar os estudantes através da defesa da excelência acadêmica e da eficiência em projetos que tenham como foco prioritário a própria comunidade universitária, por isso, entre outras propostas, defendemos:

- Cartão TRI Gratuito – TRI como direito e não como imposto.
- Mais segurança nos Campi – Brigada Militar na UFRGS Já!
- Fim da fila nos RUs – Compra de créditos vale-refeição no Cartão da UFRGS.

Venha conhecer a nossa chapa e as nossas propostas!

domingo, 11 de novembro de 2012

Ingerência da Reitoria ameaça eleições pelo Portal do Aluno


O Diretório Central dos Estudantes da UFRGS (DCE/UFRGS) não ocupou a maioria das vagas de representação discente durante o ano de 2012, inclusive muitos de seus representantes, eleitos em 2011, foram cassados por falta de assiduidade. Frente a esse fato, um grupo de 26 Diretórios e Centros Acadêmicos, temendo que a situação se repetisse em relação à convocação das eleições deste ano, auto-convocou uma reunião do Conselho de Entidades de Base do DCE (CEB).

O CEB auto-convocado foi realizado no dia 04 de Outubro e contou com a participação de 23 Diretórios e Centros Acadêmicos, de alguns integrantes da Diretoria Executiva do DCE e da UNE, na ilustre presença de seu Presidente, Daniel Iliescu (clique aqui para ver a fala do Presidente da UNE no CEB), além de Representantes da UEE-RS

Os membros do DCE presentes na reunião tentaram adiá-la, sugerindo uma alteração de data, porém foram voto vencido e retiraram-se. Na ocasião, foi decido pela realização das eleições através do Portal do Aluno.

Todavia, no dia 09 de Outubro, ocorreu outro CEB, desta vez convocado pela atual gestão do DCE, que então indicou uma nova comissão eleitoral, o que representa uma tumultuação no processo, em virtude da duplicidade de comissões eleitorais, tal qual ocorreu durante as eleições de 2010.

Porém, a despeito de qualquer discussão relativa às comissões, este grupo sempre manteve uma postura a favor das eleições através do Portal do Aluno, sistema no qual os estudantes podem votar com agilidade, segurança e longe do assédio moral dos grupos políticos que costumam fazer boca-de-urna, intimidando aqueles que não concordam com suas propostas. Assim, esperávamos que, longe da disputa política e adotando uma posição imparcial, as comissões eleitorais convergissem no ponto relativo ao sistema de votação, porém não é isso que está acontecendo e, mais que isso, não está acontecendo por interferência partidária.

Um velho conhecido do Movimento Estudantil da UFRGS é o “atual” Secretário de Assistência Estudantil da UFRGS (SAE/UFRGS), Ângelo Ronaldo Pereira da Silva, que esteve no cargo uns anos atrás, sendo depois “promovido” à Vice-Pró-Reitor de Extensão e, posteriormente, indo para Brasília atuar como Assessor Especial da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, cargo de confiança do ligado ao PT, e chegou a Coordenador-Geral de Pesquisa e Desenvolvimento da Segurança Alimentar e Nutricional, cargo do qual foi exonerado em setembro deste ano. Agora, de volta à estaca zero, tem demonstrado que não mudou em nada seu modus operandi, favorecendo o grupo da atual gestão do DCE da UFRGS em detrimento aos demais estudantes.

O Portal do Aluno já é validado e usado em diversas eleições no âmbito universitário, inclusive para os processos de escolha dos Diretores de Unidades e Representantes Docentes nos Conselhos e Câmaras Superiores da UFRGS, não há motivos para que ele não seja utilizado também no pleito dos discentes, porém esta possibilidade acabou sendo minada pela interferência do Secretário da SAE, que em recente entrevista para a Zero Hora (clique aqui para ler a notícia) se colocou no papel de mediador, quando na verdade há indícios que apontam o contrário, ou seja, uma parcialidade em favor de um dos grupos. No maior ato de intervenção desde a ditadura militar, Ângelo “sentou em cima” da solicitação do Sistema de votação do Portal da UFRGS por quase 30 dias, para depois negar ao Movimento Estudantil o direito de ter uma eleição limpa através da eficiência do sistema digital da UFRGS.

Lembramos que não é a primeira vez que tal demonstração de parcialidade ocorre. Em 2006, durante o primeiro mandato de Ângelo na SAE, um indivíduo ligado ao grupo da Gestão do DCE realizou pichações em um prédio da Universidade e, ao invés de buscar a devida responsabilização, o Secretário buscou minimizar e justificar o ocorrido, mesmo contrariando a direção do prédio vandalizado, que sequer foi ouvida por ele (clique aqui para ler a notícia).

O questionamento final de tudo isso acaba sendo: Quem é o responsável por essa situação?

Ora, o verdadeiro responsável pelo movimento estudantil da UFRGS ser apenas um bando militantes de partidos políticos brigando pelo dinheiro dos cartões TRI é nosso Magnífico Reitor, que durante as eleições para a Reitoria deste ano passou nas salas de aula criticando os baderneiros que impediram um debate (clique aqui para ler a notícia), mas depois de eleito colabora para eles se perpetuem no DCE da UFRGS, inclusive nomeando, para o cargo de Secretário de Assistência Estudantil, um indivíduo que não demonstra ter a devida imparcialidade para mediar esse tipo de conflito.

Por fim, repudiamos a ingerência da Reitoria, através da Secretaria de Assistência Estudantil, no processo eleitoral para o DCE da UFRGS e, novamente, manifestamos o apoio às eleições através do Portal do Aluno e esperamos que a situação entre as duas comissões eleitorais seja harmonizada e que essas eleições tenham como foco principal a apresentação de propostas em prol dos estudantes e não a discussão de picuinhas entre os diversos grupos envolvidos no pleito.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Os erros de Eric Hobsbawm: uma contabilidade de mortes

Por Flávio Morgenstern
hobsbawm Os erros de Eric Hobsbawm: uma contabilidade de mortes
Sempre prestamos nossa homenagem aos falecidos e não tripudiamos sobre a morte alheia (a não ser em estrito cumprimento ao dever). Morreu nesse 1.º de outubro o historiador comunista Eric Hobsbawm. Considerado por muitos como o maior historiador do século – sobretudo por aqueles que desconhecem qualquer outro historiador.
Eric Hobsbawm é conhecido por sua obra A Era dos Extremos, que alega ser uma síntese do séc. XX. Faz parte de uma série de livros cujos títulos parecem espremer tudo o que é preciso ler sobre a realidade histórica em suas páginas (para alegria dos preguiçosos bibliofóbicos das universidades de Humanas brasileiras): Era das Revoluções, Era do Capital, Era dos Impérios, Era dos Extremos.
Estes cartapácios foram responsáveis pelo erro fundamental de análise do capitalismo do séc. XX como “imperialismo” – o termo originalmente designa a sanha de poder de um Estado usando a força militar para sua expansão territorial, e foi justamente o capitalismo que acabou com as eras (em sentido etimológico, i. e., dois mil anos) de imperialismo, em que todas as guerras eram disputas territoriais. Com o advento de um mercado de massas, passou a ser muito mais interessante trocar mercadorias com o seu vizinho e ambos enriquecerem no processo de trocas livres (mostrando o erro do jogo de soma zero do marxismo) do que disputar militarmente pelo controle territorial de uma região pelo Estado, quando o mercado permite o livre trânsito em paz.
Foi a ascensão triunfal do capitalismo que trouxe a paz à Europa. É difícil perguntar a um historiador quantas guerras afligiram apenas os maiores países da Europa Ocidental entre os últimos 3 séculos antes do século XX e ele responder de cabeça (perdemos a oportunidade de aplicar o teste a Hobsbawm). A partir do séc. XX, as únicas guerras que atingiram inimigos mortais como Inglaterra e França, foram deflagradas contra totalitarismos contrários ao mercado livre do Estado, unindo ambas contra o expansionismo alemão anti-liberal, aliado a outros estatismos ferozes e centralizadores como o fascismo italiano e o franquismo.
Era assim que a Europa era descrita por Bocage (1765-1805), em seu Soneto do Membro Monstruoso (sic)  – recomenda-se a leitura ao som dos fortes acordes de Kenny G:
Esse disforme, e rígido porraz
Do semblante me faz perder a cor;
E assombrado d’espanto, e de terror
Dar mais de cinco passos para trás;
A espada do membrudo Ferrabraz
Decerto não metia mais horror:
Esse membro é capaz até de pôr
A amotinada Europa toda em paz
Foi chegar a “Era dos Extremos”, que Eric Hobsbawm critica, e vemos, exatamente ao contráriode suas previsões, o surgimento de blocos econômicos comuns buscando o livre comércio e a integração cultural e comercial. A “amotinada Europa” viu-se unida não por um porraz hirto e veiudo, mas pelo comércio livre entre povos – a liberdade econômica que é nêmesis horrivelmente horrorosa dos comunistas e demais planejadores centralizantes.
A isso historiadores stalinistas capitaneados por Hobsbawm, que posteriormente passaram um Photoshop em sua própria história para se considerarem apenas marxistas, deram o nome de “imperialismo”, invertendo e imiscuindo conceitos sem rigor científico uns nos outros. Perguntando-se a qualquer universitário doutrinado na falsificação da realidade da historiografia marxista e de obras como “Era dos Impérios” sobre um exemplo de país imperialista, a resposta, em  102% dos casos, virá de pronto: os Estados Unidos da América.
hobsbawm eric 253x338 Os erros de Eric Hobsbawm: uma contabilidade de mortesCuriosamente, se mostrarmos um mapa-mundi de 1917 para uma criança ou um alienígena, com EUA em seu canto e a Rússia beirando a Revolução no outro, e depois um mapa-mundi de 1968, ano da Primavera de Praga, em que apenas o marechal Josip Tito havia saído do bloco soviético e rompido com Stalin, mostrando novamente o tamanho dos EUA e o da agora União Soviética após duas guerras mundiais, e perguntássemos qual país no mundo é imperialista, a resposta seria óbvia. Nem se poderia notar um centímetro de avanço territorial americano, contra uma enxurrada de invasões, repatriações e até criação de países ad hoc como a Tchecoslováquia.
Entretanto, essa realidade óbvia passa a se tornar invisível, numa negação fulminante e raivosa da realidade, pelo revisionismo esquerdista de Hobsbawm e seus asseclas, que nunca se preocuparam em chamar de “imperialista” o país que mais invadiu, matou e tentou criar um império global através do Comintern no séc. XX. Hobsbawm, judeu de ascendência austríaca, vê em Israel uma nação “imperialista”, e por isso negou-se certa vez a tomar um vôo que fazia escala em Tel Aviv. Para ele, o melhor é jogar uma bomba atômica em Israel. Em sua simples questão aritmética, é melhor matar cinco milhões de judeus do que “ver uma superpotência nuclear matar duzentos milhões de pessoas”. Um Goebbels de esquerda é sempre aceito na Academia cum lauda.
Também é colocando o marxismo como verdade fundamental e escolhendo aspectos da realidade que merecem comentários (apenas aqueles que confirmem a fé socialista, jogando os outros dados da realidade na “lata de lixo da História”, como o bordão de Trotsky) que Eric Hobsbawm usa de um vasto arcabouço cultural para afirmar bobagens sobre, por exemplo, a fome na África e nos próprios países asiáticos assolados por um passado comunista como culpa do… capitalismo, que causou a primeira riqueza de massas (não só para o Estado) na História, ao contrário do brutal totalitarismo que defende (uma das teses risíveis de Era do Capital).
eric hobsbawm 271x300 Os erros de Eric Hobsbawm: uma contabilidade de mortesA linguagem se torna assim uma “arena de ações políticas”, em que “aqueles que definem, criam”, trocando-se a análise histórica por um jogo de invenções de cacoetes simbólicos, como a “burguesia” e o “proletariado” – que, como Donald Sassoon explica, foram classes inventadas pelos primeiros socialistas, tornando-se conceitos tratados como verdades absolutas e óbvias até hoje. Entretanto, mesmo o historiador marxista E. P. Thompson constatou ser impossível distinguir proletário e burguesia por critérios econômicos – ora, se burgos são cidades comerciais em rotas de viajantes, como é possível chamar de “burguesia” a classe média brasileira (aquela que o PT definiu que é “classe média alta” se a família ganha a partir de R$ 1021,00 por mês), confundindo também a burguesia com a elite, sendo que aqueles que trabalham com comércio no país têm ganhos irrisórios, comparados àqueles que trabalham para o Estado? O que garante o futuro e a ascensão econômica no Brasil: abrir uma barraquinha de pastel ou prestar concurso público?  É outra realidade que os fãs de Hobsbawm passam a negar espavoridamente estudando o mestre.
Sem nenhum rigor lógico, e apenas escolhendo o que da História confirma suas teses utópicas, confundindo conceitos que é incapaz de definir impermeavelmente até nos títulos de seus livros, não é estranho que Hobsbawm seja autor de frases absolutamente bizarras como ”guerras são apenas instrumentos capitalistas”, “concordo que só existe socialismo ou barbárie e o séc. XXI será o século decisivo nesta luta” e que Lula “ajudou a mudar o equilíbrio do mundo”. Hobsbawm acreditava que Lula era o mais importante representante do marxismo no mundo hoje, e dizia ter uma “admiração ilimitada” por ele.
Coincidentemente a essa data, a última revista Dicta & Contradicta (leitura obrigatória para quem gosta de cultura, literatura, filosofia, política ou… qualquer coisa) traz um artigo do autor britânico David Pryce-Jones desmascarando mais algumas farsas do falsificador histórico stalinista.
Entre vertiginosas análises da vida de Hobsbawm, seu método é explicado:
Hobsbawm é sem dúvida inteligente e engenhoso; é capaz de manusear com facilidade as ferramentas de trabalho do historiador: pesquisar arquivos e fontes primárias e ser o mais objetivo possível no tema que tem às mãos. Um historiador marxista, porém, não pode seguir tais princípios; deve propor perguntas a respostas já dadas. Seu estudo orienta-se pela obrigação de provas que os dogmas, teorias, especulações, gostos e repulsas de Karl Marx são confirmados em todas as sociedades em todas as épocas. A historiografia marxista nada mais é que um longo juízo de valores a priori que elimina necessariamente tudo o que não lhe dê sustentação.
Pryce-Jones não poderia mostrar os erros de A Era dos Extremos sem escrever outro livro de 627 páginas. Mas destaca alguns pontos curiosos, que aparentemente nunca foram questionados por seus ídolos, que também costumam propor perguntas a respostas já dadas em seus livros. O livro:
- Não menciona o armamento secreto da Alemanha promovido pelos soviéticos durante o entreguerra;
- “Esquece” o quanto Hitler aprendeu com Lenin e Stalin a estratégia da violência (confirmado nos próprios escritos políticos do ditador austríaco). Parece ter uma noção inconsciente disso, por sumir com menções a Treblinka ou Auschwitz, além de outros campos de concentração posteriormente usados pela própria Alemanha Oriental. “P leitor deve ser poupado de qualquer coisa que possa conduzi-lo à equação bastante aceita dos sistemas totalitários semelhantes”.
eric hobsbawm 220x300 Os erros de Eric Hobsbawm: uma contabilidade de mortes- Não traz nenhuma menção a Beria (vide sua história violenta e sua majestosa e cinematográfica queda em Ascensão e Queda do Comunismo, de Archie Brown), à polícia secreta NKVD (e o medo que ela provoca em Sussurros, de Orlando Figes), nenhuma análise do trabalho escravo nem da grande fome projetada na Ucrânia para roubar e matar camponeses infelizes. A única vítima do gulag a se rnomeada é Nikolai Vavilov. Sobre  Alexander Solzhenitsyn, autor de Arquipélago Gulag, considerado por qualquer um de seus leitores como o mais importante livro de não-ficção do século, Hobsbawm diz com um desdém particularmente hediondo que sua carreira de escritor foi “firmada pelo sistema” (Solzhenitsyn recusou-se a receber o Prêmio Nobel em Estocolmo por saber que não conseguiria voltar à União Soviética e criticar o sistema de dentro, e só emigrou para os EUA quando percebeu que, apesar da fama internacional, iria ser assassinado a qualquer momento).
- Defende Stalin, até mesmo seu Pacto com Hitler, que marcou “a recusa da URSS em continuar opondo-se a Hitler” (sic). A invasão dos países bálticos é apresentada por Hobsbawm sob o típico desdém marxista por pequenas nações. A Finlândia também sofreria com a URSS alguns meses depois.
- Também afirma que Stalin “modernizou” a Rússia (sem  citar quanto trabalho escravo foi necessário para a construção de obras como o Canal do Mar Branco, cantado em canções e poesias como um canal de concreto sobre o cemitério dos que morreram de inanição, frio e trabalho até a morte na sua construção, ou mesmo construindo as próprias cidades do gulagcomo Kolyma ou Norilsk. Mesmo um escritor stalinista ortodoxo como Alexandr Tvadorvsky, que reiteradamente renunciou à família em nome do Partido, quando o próprio irmão morreu sem se saber exatamente onde na construção do canal (elogiado por Gorki em um livro escrito às pressas), lamentou com peso na consciência:
O que é você, irmão?
Como está você, irmão?
Onde está você, irmão?
Em qual Belomorkanal?
(Irmãos, 1933)
Enquanto intelectuais abastados como Hobsbawm rendiam loas à União Soviética stalinista, havia canções rimadas (chastushki) em que os russos falavam sobre o trabalho escravo soviético:
O Plano Quinquenal, o Plano Quinquenal
O Plano Quinquenal em dez.
Não vou para a kholkhoz;
Na kholkhoz não há pão!
(kholkhoz eram as fazendas coletivas, modelo de socialismo mundial até hoje, que obrigaram a União Soviética a viver com 4 kg de salsichas e 2 pedaços de sabão por mês – para funcionários do Partido)
Eric Hobsbawm, como exemplo da maravilhosa explicação de Alain Besançon sobre a memória lembrar do nazismo, mas esquecer completamente as atrocidades do comunismo, acreditava que, sob Mao Zedong, “o povo chinês ia bem”, já que havia mais matrículas na escola. Como demonstra bem Pryce-Jones, o pensamento de Hobsbawm é o de que “a desumanidade nunca é desumana quando serve ao comunismo, mesmo que a realidade o estivesse destruindo”.
Mas seu grande momento se deu em 1994 (relatado pelo historiador Robert Conquest), quando  Michael Ignatieff – então jornalista político, mas depois presidente do Partido Liberal do Canadã – entrevistou Hobsbawm para a BBC:
Segundo o historiador, o Grande Terror de Stalin [mais de 20 milhões de mortos apenas na principal de três ondas, fora outros milhões de mortes fora dos Expurgos] teria valido a pena caso tivesse resultado na revolução mundial. Ignatieff replicou essa afirmação com a seguinte pergunta: “Então a morte de 15, 20 milhões de pessoas estaria justificada caso fizesse nascer o amanhã radiante?” Hobsbawm respondeu com uma só palavra: “Sim”.
Essa é a pessoa que dominou a visão histórica a partir da segunda metade do século passado. É o “pensador crítico” dos últimos tempos. Uma análise do expansionismo alemão desde Bismark até o Terceiro Reich lendo-se apenas historiadores neonazistas seria considerada pura falsificação e eombromação falseadora. Ainda hoje lemos sobre “A era dos extremos”, “dos Impérios” e “do Capital” apenas pela visão de um stalinista, que perdeu a coragem de dizer o quanto defende um totalitarismo quando precisa usar mais do que três letras

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Por que me não ufano nem envergonho de ser gaúcho?

Por Régis Antônio Coimbra*

Da esquerda para direita, Garibaldi (Sociais), Eugênio (Física),
Ale Morales (Pedagogia), Régis (Dança) e Marchesi (Estatística)
no Acampamento Farroupilha.
Já se falou e mesmo exagerou deveras o elitismo, o racismo e o fiasco da guerra dos farrapos, bem como da idealização, machismo e artificialidade do tradicionalismo gaúcho. E há quem sugira uma homofobia explícita e sugira uma homossexualidade reprimida que, bastaria ultrapassar o Mampituba (rio que separa o Rio Grande do Sul de Santa Catarina) para se expressar. Tudo isso tem um fundo de verdade soterrado por invejas, rancores e paradoxais preconceitos.

Costumo manifestar minha posição sobre a guerra dos Farrapos observando que nasci e me criei na "leal e valerosa cidade de Porto Alegre" que, grosso modo, resistiu aos farrapos. Mas também não me ufano de ser brasileiro ou "imperial". Na época da revolução meus ancestrais mais imediatos não existiam e meus ancestrais da época, de quem nem sei os nomes... alguns de certo nem viviam no Brasil, outros talvez fossem cá escravos ou cidadãos livres só muito em tese. O sobrenome de meu pai ("Coimbra", que era de Passo Fundo) e que herdei, e o de minha mãe ("Caetano", que é de Arroio Grande) e que não herdei, brincamos em família que recebemos em algum momento provavelmente como a marca de gado, ao estilo "as gentes (empregados, escravos) dos Coimbras", "as gentes dos Caetanos".

Ficou clara minha posição? Não? Pois é... Então ficou.

"Desenhando", nasci em 1968, muito tempo depois da guerra dos Farrapos, em Porto Alegre, tendo passado alguns verões com a família de um tio materno na cidade de Camaquã e, nesses verões, passando algumas semanas na área rural de Camaquã. Fui guri de apartamento, da capital, que "ia para fora, para o interior" nas férias escolares. Mesmo em Porto Alegre, na companhia de empregadas, ouvia muito a "radio caiçara" e outras, onde soavam gravações de Roberto Carlos e Odair José. Gostava de ambos e de uma abertura de um programa de contos fantásticos que começava com a impactante abertura do concerto em si bemol menor de Tchaikowsky. Ou seja, muito antes da televisão por assinatura e da internete havia uma imensa variedade de estímulos, influências e informações a disposição da minha curiosidade. Ah... em Camaquã e no interior de Camaquã se ouvia mais música gaúcha, mas também peguei a época em que "Menino da porteira" de e com Sérgio Reis, estourou como grande sucesso nacional e, bem, muito ouvi e "curti" essa música na infância.

Por outro lado, só subi num cavalo, e só para tirar foto, ano passado. E muito por acaso (nas atividades acadêmicas da disciplina de Políticas Publicas da Educação), no semestre passado subi e controlei um cavalo (uma égua, para ser exato) e fiquei impressionado com o quanto foi simples, fácil (mais do que andar de bicicleta) e outro tanto preciso. Também só me "fantasiei de gaúcho" ano passado, por conta das atividades acadêmicas da disciplina de Danças Folclóricas Gaúchas" e, para mim foi exatamente isso, vestir uma fantasia... bonita mas arbitrária e um tanto "fake".

Não por isso deixo de há quatro anos manter o hábito que adquiri quando administrei o "condomínio" de uma sala comercial onde trabalhávamos alguns advogados e depois eu trouxe uns psicólogos e comerciantes para dividir as subdivisões da sala, para lucro da proprietária. O hábito consiste em deixar a barba crescer em setembro até pelo menos o dia 20. Acho divertido conferir quantos fios brancos mais aparecem de um ano para o outro.

Ficou mais claro? Pois é: sou brasileiro, gaúcho e portoalegrense, nascido em 1968 (ano do endurecimento da ditadura militar, ou "do golpe dentro do golpe"). Posso acrescentar (com o bordão da canção famosa de Berenice Azambuja) que gosto de "churrasco bom chimarrão, fandango trago e mulher..." mas que, para gaúcho, só me fantasiando. Em tempo, detesto a cerveja Polar.

*RÉGIS ANTÔNIO COIMBRA é filósofo e advogado formado pela UFRGS. Especialista em Direito e Economia e, atualmente, é Acadêmico da Licenciatura em Dança pela UFRGS.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Irregularidades Financeiras no DCE da UFRGS


O DCE Livre foi fundado em 8 de março de 2006 por iniciativa de estudantes que não se sentiam representados pela gestão do DCE da UFRGS. Um dos fatos geradores do grupo foi o descontentamento com a falta de prestações de conta e com as movimentações obscuras da entidade. Assim, a partir de investigações, levantou-se uma série de irregularidades decorrentes dessa falta de transparência, entre elas o fato de que o contador que trabalhava para a gestão possuía o registro profissional cassado no CRC (Conselho Regional de Contabilidade, Prot.: 2006/000109 de 24/07/2006).

O Movimento Estudantil Liberdade, com base no que foi levantado, encaminhou representação ao Ministério Público Federal (Procedimentos MPF/PR/RS 1.29.000.001665/2006-61 e MPF/PR/RS 1.29.000.001610/2006-51) noticiando a ocorrência de movimentações financeiras anômalas durante os anos de 2004 e 2005, quando a atual vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL/RS), era a Coordenadora-Geral da entidade. Em seu site, Melchionna se refere assim à essa época: "Eu fui coordenadora geral do DCE/UFRGS em 2005. Esse período foi muito importante na minha formação política" (fonte).

Assim, com base nos documentos apresentados, o Juiz Federal Paulo Mário Canabarro Trois Neto, que condenou os denunciados na Operação Ouro Verde, que apurou a lavagem de ativos da Portocred provenientes da prática de crimes, concluiu que as demonstrações contábeis do DCE, acostadas na representação criminal nº 2006.71.00.029645-0/RS, evidenciavam situações anormais e que nelas “Há a indicação de mau uso e de desvio de verbas públicas (...). Há ainda a indicação da prática do delito previsto no art. 205 do Código Penal por parte do técnico contábil (...), e de sonegação fiscal.”.

Dessa forma, o ideal da boa gestão dos recursos financeiros norteou o DCE Livre durante muitos anos, pois fundado sob a égide da transparência, almejava uma gestão estruturada e honesta, onde o estudante fosse colocado em primeiro lugar e as más práticas, oriundas de interesses mesquinhos, fossem deixadas de lado. Defendendo esta bandeira, o grupo logrou êxito nas eleições do ano 2009, sendo escolhido para estar à frente da entidade máxima dos estudantes da UFRGS no período de 2009 a 2010.

Contudo, quão decepcionante foi quando indivíduos escusos, de dentro da Gestão 2009-2010, atentaram contra os princípios sobre os quais foram eleitos, praticando aquilo que antes condenavam. Este ato repulsivo, que repudiamos e deploramos com a máxima veemência, infelizmente maculou a imagem do DCE Livre e prejudicou a credibilidade do grupo, sendo um prato cheio para a oposição, que organizou atos contra a entidade e foi notícia na imprensa (clique aqui para mais informações).

Conforme Notícia-Crime, apresentada pelo então advogado da Gestão na 1ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, a situação foi o seguinte “na virada de fevereiro para março de 2010, RENAN, em benefício próprio e de MARCEL, sem autorização do tesoureiro (que expressamente não autorizou) e em claro desacordo com as normas da entidade, retirou do caixa da vítima, de quem detinha a chave por ser seu presidente, R$ 5.000,00, dos quais R$ 3.000,00 ficaram para si e R$ 2.000,00 foram entregues a Marcel. Os valores só foram devolvidos no início de abril após eu tomar conhecimento e encaminhar reclamação formal à presidência da entidade vítima.” (clique aqui para ler a íntegra da denúncia).

Desesperados com o desenrolar dos acontecimentos, Renan, Marcel e Claudia Elizabeth Thompson (Vice-Presidente do DCE e líder de fato do grupo) apresentaram representação, no Conselho de Ética da OAB/RS, contra o advogado, como forma de tentar demonstrar uma suposta contrariedade com as denúncias, porém, de forma mais que suspeita, estes indivíduos têm pedido sucessivos adiamentos da análise da representação, o que demonstra que talvez não haja interesse em ver o caso elucidado, mas apenas fazer uso político do documento, afinal, que tipo de pessoa realiza uma denúncia e depois age para que ela não seja apurada?

Enfim, não satisfeitos com toda repercussão relativa ao caso de apropriação indébita, nas eleições de 2010, integrou a chapa, e hoje é um dos principais líderes e mentores daquele grupo, Fábio Vieira Kucera, que foi indiciado por furto mediante fraude (clique aqui para mais informações) após denúncia do Ministério Público de que Kucera havia se apropriado indevidamente de R$13,5 mil (clique aqui para mais informações), dinheiro que seria utilizado para melhorar a qualidade de vida de crianças que perderam a mãe em acidente (cliquei aqui para mais informações)

O resultado não foi outro senão o esperado, ou seja, perderam vergonhosamente as eleições e o DCE voltou para as mãos dos esquerdistas partidarizados.

O fim da gestão, porém, não bastou para que cessassem as denúncias de irregularidades envolvendo a Gestão de Claudia Elizabeth Thompson e outros à frente do DCE. Em abril, no auge das denúncias de desvios de dinheiro da entidade, em um lampejo de razão, a diretoria decidiu criar o Portal de Transparência e Serviços do DCE, que chegou a efetivamente entrar no ar, contudo, o que não entrou foi a totalidade dos pagamentos para o responsável pela construção do site, que recebeu apenas 30% do valor contratado, conforme balanço de abril da entidade (clique aqui para mais informações). Posteriormente, descobriu-se que este era apenas mais um dos vários calotes aplicados pela Gestão de Claudia Elizabeth Thompson e outros.

Também foi célebre o calote que aplicaram no advogado contratado para prestar assessoria jurídica para o DCE e para os estudantes da UFRGS. Enquanto o responsável pelo site recebeu apenas 30% do valor contratado, o advogado não recebeu absolutamente nada. Claudia Elizabeth Thompson e Renan chegaram à assinar documento (clique aqui para visualizar o documento) se comprometendo com o pagamento de seis parcelas de R$1 mil reais, mas jamais efetuaram qualquer depósito.

Claudia Thompson, mesmo fora da UFRGS, coordena
o DCE Livre do B (clique para ampliar a imagem)
Ainda, uma boa iniciativa da Gestão de 2010 foi a captação de recursos, junto à iniciativa privada, para a reforma das sedes da entidade. Assim, obtiveram cerca de R$50 mil reais junto à Gerdau (clique aqui para mais informações) e R$10,8 mil junto à Fecomércio-RS (clique aqui para mais informações) (notem a presença de Renan e Claudia em ambas as reuniões). O que, de início, tinha tudo para ser algo bom e produtivo para os estudantes acabou se desvirtuando, pois parte do dinheiro recebido da Fecomércio-RS foi envolvido no caso da apropriação indébita e o restante, que deveria ser utilizado para o pagamento das obras no DCE ninguém sabe onde foi parar, afinal, os responsáveis pela obra acionaram a entidade na Justiça Federal (processo nº 5043119-94.2012.404.7100) em virtude do não recebimento de valores referentes aos serviços realizados (clique aqui para visualizar o processo).

Hoje, sem espanto vemos que Claudia Elizabeth Thompson, mesmo tendo abandonado a UFRGS (Thompson entrou em 2005, sem prestar vestibular, no curso de Engenharia Química da UFRGS, onde permaneceu até 2011, quando abandonou a Universidade sem nunca ter conseguido ir além do 4º semestre do curso) continua liderando o grupo, composto pelos envolvidos com o caso da apropriação indébita, que tenta retornar a direção do DCE da UFRGS.
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