domingo, 24 de novembro de 2013

O psiquiatra Lyle Rossiter nos comprova que o esquerdismo é uma doença mental


Monumento Pomník Obětem Komunismu na República
Tcheca em homenagem às vítimas do regime comunista
que controlou o país de 1948 à 1989. Pode-se ler em uma placa
na plataforma da escada: 205,486 prisões, 170,938 exilados,
4,500 mortos nas prisões, 327 abatidos enquanto tentavam fugir,
248 executados.
Geralmente vemos esquerdistas se referirem a quem é da direita como um “louco da direita”, e daí por diante. O problema é que a crença da direita é coerente até com o que a teoria da evolução tem a nos dizer. Enquanto isso, a crença esquerdista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.

Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos esquerdistas:

Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços da esquerda radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda esquerdista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e outro-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.
O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do esquerdismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobre sua prática profissional)

O modelo de mente esquerdista

O livro é bastante analítico, e, por vezes, até chato de se ler. Quem está acostumado a livros de fácil leitura de autores conservadores de direita, como Glenn Beck e Ann Coulter, pode até se incomodar. Outro livro que fala do mesmo tema é Liberalism Is a Mental Disorder: Savage Solution, de Michael Savage. Mas o livro de Savage é também uma leitura informal, embora séria. O livro de Rossiter é acadêmico, de leitura até difícil, sem muitas concessões comerciais, e de um rigor analítico simplesmente impressionante. Se não é sua leitura típica para curar insônia, ao menos o conteúdo poderoso compensa o tratamento seco e acadêmico dado ao tema.

Segundo Rossiter, a mente esquerdista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível “modelar” a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade.

Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família.

Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coréia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

Competência em uma sociedade livre

Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:
  • Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
  • Atuação – Agir com propósito.
  • Autonomia – Agir independentemente.
  • Soberania-  Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.
Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.

Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:
  1. Honra a soberania do indivíduo
  2. Respeita a liberdade do indivíduo.
  3. Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
  4. Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
  5. Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.
Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.

Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.

Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:
  1. Direito de auto-propriedade (autonomia)
  2. Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
  3. Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
  4. Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
  5. Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
  6. Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
  7. Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)
Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os.  A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.

Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:
  1. Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
  2. A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
  3. A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
  4. O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
  5. A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
  6. Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
  7. A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
  8. Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
  9. Cidadãos são como crianças de um governo parental.
  10. A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
  11. As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
  12. O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
  13. Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
  14. O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
  15. Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
  16. O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
  17. O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
  18. A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
  19. As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
  20. Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
  21. A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
  22. Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
  23. Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
  24. Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
  25. O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
  26. O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.
Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:
  1. Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
  2. Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
  3. Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
  4. Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
  5. Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
  6. Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
  7. A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
  8. A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
  9. Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
  10. Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
  11. Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
  12. População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
  13. A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
  14. Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.
Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: (15) Aumento do crime, devido a tolerância ao crime, e (16) Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

Por que a mente esquerdista é uma patologia?

Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:
Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o invidívuo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se importa em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.
Rossiter diz que as crianças não nascem com este “programa”, que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.

Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as “fendas” em seu desenvolvimento de criança até um adulto)

Rossiter nos diz mais:
Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros.
Agora fica mais fácil entender por que os esquerdistas são tão frustrados e raivosinhos em suas interações, não?

Os cinco déficits principais do esquerdista

Um esquerdista apresenta, segundo Rossiter, cinco principais déficits, cada um mais evidente nas diversas fases do desenvolvimento, desde os primeiros meses após o nascimento, até a entrada da fase adulta.

Confiança básica: O primeiro déficit relaciona-se a confiança básica. Isto é, a falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o esquerdista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do “consentimento” entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o esquerdista é ingênuo perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não abitrados pelo governo.

Autonomia: Após os primeiros 15 meses, uma criança começa a incorporar os fundamentos de autonomia, auto-realização, assim como fundamentos de mutualidade, ou auto-realização (assim como realização dos outros). A partir dessa fase, a criança começa a agir por si própria para ter suas necessidades satisfeitas, de acordo com aqueles que cuidam dela. Junto com a ideia de autonomia, surgem ideias como auto-confiança, auto-direção e auto-regulação. A criança “mimada”, que cresce dependente do excesso de indulgência dos pais é privada das virtudes de auto-confiança e auto-controle e de atitudes necessárias para cooperação com os outros.

Iniciativa: No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas como esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do completo de Édipo.

Diligência: Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.

Identidade: O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos, e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do esquerdismo. É a fase “final” da escolha.

Uma cura para o esquerdismo?

Com uma identidade mantida por uma série de neuroses, o esquerdista não consegue mais assumir responsabilidades pelos seus atos, e muito menos pelas consequências de suas ações. Tende a se fazer de vítima para conseguir o que quer, e não se furta em mentir para conseguir seus objetivos. É quando podemos questionar: há uma cura para isso tudo? Possivelmente, mas a questão é que o esquerdista deve buscar ajuda por si próprio, mas quanto mais ele estiver recebendo reforço de seus grupos, menos vontade ele terá para fazê-lo. Ao contrário, mesmo com tantos déficits e tamanhos delírios, ele sempre julgará estar com a razão.

Diante disso, quem pode fazer algo pelos esquerdistas são os direitistas, mas isso só pode acontecer pela via da refutação e do desmascaramento de suas ações. Incapazes de julgarem seus próprios atos, jamais se deve confiar no auto-julgamento de um esquerdista. Todas as auto-rotulagens e outro-rotulagens tendem a ser mentirosas, assim como seus argumentos. A refutação de uma parte externa, não contaminada pela ideologia esquerdista, é a única alternativa que pode dar um fio de esperança ao esquerdista.

Entretanto, mesmo que ainda exista esperança para o esquerdista, os maiores afetados são os não-esquerdistas, que possuem suas vidas impactadas por suas crenças. Por isso, as nossas ações não devem ser realizadas primeiramente em prol de salvar os esquerdistas de suas patologias (envergonhando-o, por suas mentiras, assim como denunciando suas chantagens emocionais) , mas sim por salvar-nos das consequências de suas neuroses e psicoses.

Nesse intento, entender por que eles achem assim, como eles se sentem, e o que os tornou assim, passa a ser essencial. Neste ponto, a obra de Lyle Rossiter é simplesmente um achado.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Direita retoma o DCE da UFRGS

A Chapa 3 – DCE de Verdade: Nosso partido é o Estudante!, apoiada pelo Movimento Estudantil Liberdade (MEL), foi a grande vencedora das eleições para o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS com 40,44% dos votos válidos.

O grupo era o único, entre os que disputavam o pleito, a não possuir filiados a partidos políticos em sua nominata. Formado majoritariamente por estudantes de Ciências da Computação, Medicina e Engenharias, possuía como pauta o foco nos estudantes e o distanciamento das pautas partidárias, externas à UFRGS.

Entre suas principais propostas estavam bandeiras históricas do Movimento Estudantil Liberdade como despartidarização do DCE, a defesa do policiamento na Universidade, a implantação do Parque Tecnológico da UFRGS e a realização de eleições através do Portal do Aluno.

Segundo Gabriel Afonso Marchesi Lopes, Presidente do Movimento Estudantil Liberdade, “Esta conquista representa o verdadeiro sentimento dos estudantes da UFRGS, que querem uma entidade que os represente e que busque atender suas demandas ao invés de se pautar por interesses de partidos políticos”.

Essa vitória também representou uma derrota para o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e para o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados) que controlavam a entidade há mais de 10 anos e a usavam como palanque político para a Vereadora Fernanda Melchionna, maior perdedora com essa derrota.

Os votos válidos no pleito contabilizaram 6.086 estudantes, de cerca de 28 mil estudantes aptos à votar.

O resultado final da eleição foi:

Chapa 1 (Situação) – Nada Será Como Antes! Nas ruas e na UFRGS!
Vinculo:  PSOL, PSTU
1975 votos - (32,45%)

Chapa 2 – DCE para Tod@s
Vínculo: PCdoB, PDT, PSB, MM(PT)
1250 votos - (20,54%)

Chapa 3 – DCE de Verdade: Nosso partido é o estudante!
Vínculo: Apartidários
2461 votos - (40,44%)

Chapa 4 – Amanhã Vai Ser Maior!
Vínculo: PCR
266 votos - (4,37%%)

Chapa 5 – NovAção
Vínculo: S21, ULD, AE, DS, MPT e Levante da Juventude
134 votos - (2,20%)


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

É hora de reconquistar o DCE/UFRGS. É hora de votar CHAPA 3

Colega da UFRGS,

O Movimento Estudantil Liberdade foi criado em 2006 por estudantes de vários cursos da UFRGS que não se sentiam representados pela Gestão do Diretório Central dos Estudantes da UFRGS (DCE/UFRGS), dominada por partidos políticos, em especial PSOL e PSTU.

Assim, criamos o mote: Um DCE para os Estudantes não para os militantes!

Nossa idéia era ter uma entidade voltada para as reais necessidades dos estudantes de nossa Universidade e que não se pautasse por bandeiras externas. Queríamos uma entidade representativa que estivesse do lado dos estudantes e que buscasse soluções para os problemas que os afligem, como a insegurança nos campi e a má iluminação no entorno da UFRGS, bem como, que se preocupasse com problemas simples, como a falta de papel higiênico nos banheiros e a ausência de bebedouros nos corredores da Universidade.

Em suma, queríamos construir algo que trouxesse benefícios concretos para todos os acadêmicos e que não deixasse os estudantes de lado para ir resolver problemas das eleições, por exemplo, de Honduras.

Percebemos que os recursos do DCE estavam sendo alocados em pautas que nada tinham haver com a UFRGS e, por isso, propomos uma maior transparência nas contas da entidade, através de prestações de contas mensais.

Outro problema crônico foi a manipulação das eleições através das urnas de pano, que não possuíam controle algum e eram muito suscetíveis à fraudes. Para resolver isso, fomos o primeiro grupo na UFRGS à sugerir a adoção do sistema de votação do Portal do Aluno, adotado pelos docentes e técnicos-administrativos em suas eleições, por esse sistema ser auditável e não haver a possibilidade de “votos fantasmas” nele.

Ainda, defendemos fortemente uma solução para a falta de segurança nos campi através de um convênio com a Brigada Militar, para patrulhamento ostensivo dentro da universidade e, também, um convênio com a Guarda Municipal com o objetivo de melhorar o monitoramente no entorno dos campi centro e saúde.

Com essas pautas fomos vitoriosos nas eleições de 2009 e trabalhamos em prol dos estudantes da UFRGS na gestão DCE Livre 2009-2010. Durante o tempo que o Movimento Estudantil Liberdade esteve à frente do DCE baixamos o preço do Cartão TRI, de R$9,00 para apenas R$3,00, restauramos totalmente a sede do Campus do Vale e promovemos reformas na sede do Campus Centro. Além disso, entramos em contato com a Brigada Militar para dar início às conversações sobre o convênio entre o órgão e a UFRGS.

Durante o ano de 2010, estivemos à frente das discussões sobre o Parque Tecnológico da UFRGS, que entendemos ser fundamental para o desenvolvimento da ciência e tecnologia dentro de nossa Universidade, e com isso compramos muitas brigas com as alas mais retrógradas da UFRGS, que a todo custo queriam impedir a implementação de tal projeto.

Naquele ano, cumprindo um compromisso que assumimos, fomos responsáveis pela implementação da primeira eleição para o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS através do sistema do Portal do Aluno da UFRGS. A princípio, tal votação seria feita da mesma maneira como é nas eleições para os conselhos superiores da UFRGS, ou seja, os estudantes poderiam votar de suas casas, na tranqüilidade de seu computador, sem ser assediado por militantes raivosos.

Infelizmente, a reitoria da UFRGS, através da Secretaria de Assistência Estudantil, temendo o crescimento do Movimento Estudantil Liberdade, se aliou com os militantes partidários e validou uma Comissão Eleitoral paralela por eles criada para minar as eleições pelo Portal do Aluno. Contra tal fato, entramos com uma ação na Justiça Federal, porém, como no Brasil a justiça é lenta e por vezes não funciona, o processo está corrente até hoje e nada foi decidido.

Por conta de discussões internas, após o ano de 2010, a oposição aos militantes esquerdistas se fragmentou e acabou se reduzindo à improdutivas e intermináveis discussões internas, que não levavam à lugar nenhum. Diante disso, a esquerda foi ganhando espaço ano após ano, em uma ampla zona de conforto, sem se preocupar com a oposição.

Hoje, porém, a situação mudou e os estudantes estão novamente unidos contra os militantes de partidos políticos. Há novamente chances reais de vitória, chances de retomar o DCE e coloca-lo a serviço de quem ele realmente a entidade deve representar: os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Por isso, meu amigo estudante, vote na Chapa 3, vote no DCE DE VERDADE, cujo único partido é o Estudante!

Gabriel Afonso Marchesi Lopes
Presidente do Movimento Estudantil Liberdade

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Golpe armado nas eleições do DCE

Ata da reunião da Comissão Eleitoral,
de reunião realizada às 23h desta
quarta-feira, informando a possibilidade
de uso das Urnas de Pano.
Como acontece todos os anos, a Comissão Eleitoral (CE) das eleições para o DCE da UFRGS é comandada pela atual gestão, que é vinculada ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e ao PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados). Usando métodos antidemocráticos e fraudulentos, a CE manipula as eleições ao seu bel-prazer, abrindo urnas onde a situação faz mais votos e dificultando a votação dos estudantes onde os esquerdistas são rejeitados, entre outras ações.

Por conta disso, as eleições para o DCE sempre acabam indo parar na Justiça¹. No início, a situação até se sentia coagia com a possibilidade de uma discussão judicial sobre os eventos que permeiam as eleições, todavia, com o passar dos anos, percebeu que isso, de fato, não representava risco algum, visto que normalmente os processos levam mais de um ano para serem julgados, quando a gestão já terminou e de nada adianta qualquer decisão.

A coisa já chegou à tal ponto que, em 2011, as eleições para o DCE da UFRGS foram parar no programa Balanço Geral, onde foi denunciada a tentativa de fechar a urna da faculdade de veterinária, quando mais de 200 estudantes estavam tentando votar.

Confusão na urna da Veterinária no Programa Balanço Geral

No atual processo eleitoral a situação não seria diferente. A chapa 1, liderada pelos esquerdistas, está levando um banho e perdendo para a Chapa 3, formado por estudantes não partidários. Em razão disto, sob a desculpa de uma suposta “falta de energia” amanhã, os militantes do PSOL trouxeram, na calada da noite, urnas de pano para a sede do DCE da UFRGS.

Depoimento sobre irregularidades na urna da Engenharia

A ideia é realizar votação através desse instrumento arcaico, de forma a permitir que os militantes do PSOL coloquem cédulas dentro das urnas e trapaceiem na contagem de votos, atitude que não poderiam fazer caso a votação ocorresse através de urnas eletrônicas, como aconteceu nos dois primeiros dias de votação.

Irregularidades nos votos através de urna de pano

Nós somos poucos estudantes e precisamos da ajuda de todos os estudantes para impedir a fraude do PSOL. Não permitam que urnas de pano sejam abertas em suas unidades. Vamos defender uma eleição limpa e fazer com que o DCE deixe de ser palanque para Luciana Genro e Fernanda Melchionna e volte para os estudantes da UFRGS.

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¹ Processo envolvendo eleições para o DCE da UFRGS:
001/1.06.0231487-2, de 15/11/2006, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.06.0239268-7, de 24/11/2006, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.06.0244108-4, de 29/11/2006, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.07.0304482-0, de 19/12/2007, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.07.0270905-4, de 19/11/2007, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.08.0312593-7, de 19/11/2008, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.09.0299316-3, de 26/10/2009, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.09.0324341-9, de 18/11/2009, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.09.0341579-1, de 03/12/2009, na 7ª Vara Cível do Foro Central
001/1.10.0159957-9, de 24/06/2010, na 13ª Vara Cível do Foro Central
001/1.10.0296344-4, de 10/11/2010, na 1ª Vara Cível do Foro Central
001/1.10.0320042-8, de 06/12/2010, na 4ª Vara Cível do Foro Central
0002208-33.2009.404.7100, de 15/01/2009, na 1ª Vara Federal de Porto Alegre
5028129-69.2010.404.7100, de 16/11/2010, na 3ª Vara Federal de Porto Alegre
5029018-23.2010.404.7100, de 24/11/2010, na 3ª Vara Federal de Porto Alegre
5065414-28.2012.404.7100, de 23/11/2012, na 2º Vara Federal de Porto Alegre
5041404-80.2013.404.7100, de 12/08/2013, na 2ª Vara Federal de Porto Alegre
23078.036519/13-43, de 18/11/2013, na Procuradoria-Geral da UFRGS

Zumbi dos Palmares - o Falso Herói

Por Leandro Narloch

Estudos recentes sobre o herói da luta contra a escravidão mostram que ele próprio pode ter sido dono de escravos no quilombo dos Palmares

Negro retratado no Brasil do Século
XVII pelo pintor holandês Albert Eckhout:
na época o conceito de igualdade entre
os homens não existia na África
Na próxima quinta-feira, 262 cidades brasileiras comemoram o Dia da Consciência Negra, data que evoca a morte de Zumbi dos Palmares. Último líder do maior dos quilombos, os povoados formados por negros fugidos do cativeiro no Brasil colonial, Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, quase dois anos depois de as tropas do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho praticamente destruírem Palmares. Ao longo dos séculos, Zumbi se tornou uma figura mítica, festejado como o herói da luta contra a escravidão. O que realmente se sabe dele, como personagem histórico, é muito pouco. Seu nome aparece apenas em oito documentos da época, incluindo uma carta do governador de Pernambuco anunciando sua morte. Como ocorre com Tiradentes e outros heróis históricos que servem à celebração de uma causa, a figura de Zumbi que passou à posteridade é idealizada. Ao longo do século XX, principalmente nos anos 60 e 70, sob influência do pensamento marxista, Palmares foi retratada por muitos historiadores como uma sociedade igualitária, com uso livre da terra e poder de decisão compartilhado entre os habitantes dos povoados. Uma série de pesquisas elaboradas nos últimos anos mostra que a história de Zumbi e do quilombo dos Palmares ensinada nos livros didáticos tem muitas distorções. Muito do que se conta sobre sua atuação à frente do quilombo é incompatível com as circunstâncias históricas da época. O objetivo desses estudos não é colocar em xeque a figura simbólica de Zumbi, mas traçar um quadro realista, documentado, do homem e de seu tempo.

Zumbi e o bandeirante Domingos Jorge Velho, que destruiu
Palmares: a escassez de documentos favoreceu versões
romantizadas de como era a vida no quilombo.
Os novos estudos sobre Palmares concluem que o quilombo, situado onde hoje é o estado de Alagoas, não era um paraíso de liberdade, não lutava contra o sistema de escravidão nem era tão isolado da sociedade colonial quanto se pensava. O retrato que emerge de Zumbi é o de um rei guerreiro que, como muitos líderes africanos do século XVII, tinha um séquito de escravos para uso próprio. "É uma mistificação dizer que havia igualdade em Palmares", afirma o historiador Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense e autor do Dicionário do Brasil Colonial. "Zumbi e os grandes generais do quilombo lutavam contra a escravidão de si próprios, mas também possuíam escravos", ele completa. Não faz muito sentido falar em igualdade e liberdade numa sociedade do século XVII porque, nessa época, esses conceitos não estavam consolidados entre os europeus. Nas culturas africanas, eram impensáveis. Desde a Antiguidade e principalmente depois da conquista árabe no norte da África, a partir do século VII, os africanos vendiam escravos em grandes caravanas que cruzavam o Deserto do Saara. Na época de Zumbi, a região do Congo e de Angola, de onde veio a maioria dos escravos de Palmares, tinha reis venerados como se fossem divinos. Muitos desses monarcas se aliavam aos portugueses e enriqueciam com a venda de súditos destinados à escravidão.

"Não se sabe a proporção de escravos que serviam os quilombolas, mas é muito natural que eles tenham existido, já que a escravidão era um costume fortíssimo na cultura da África", diz o historiador carioca Manolo Florentino, autor do livro Em Costas Negras, uma das primeiras obras a analisar a história do Brasil com base nos costumes africanos. Zumbi, segundo os novos estudos sobre Palmares, seria descendente de uma classe de guerreiros africanos que ora ajudava os portugueses na captura de escravos, ora os combatia. Quando enviados ao Brasil como escravos, os nobres africanos freqüentemente formavam sociedades próprias – uma delas pode ter sido Palmares. Para chegar a esse novo retrato de Zumbi e do quilombo, os historiadores analisaram as revoltas escravas partindo de modelos parecidos que ocorreram em outros lugares da América e da África. Também voltaram às cartas, relatos e documentos da época, mostrando como cada historiografia montou o quilombo que queria.

O principal historiador a reinterpretar o que ocorreu nos quilombos é o carioca Flávio dos Santos Gomes. Ele escreve no livro Histórias de Quilombolas: "Ao contrário de muitos estudos dos anos 1960 e 1970, as investigações mais recentes procuraram se aproximar do diálogo com a literatura internacional sobre o tema, ressaltando reflexões sobre cultura, família e protesto escravo no Caribe e no sul dos Estados Unidos". Atendo-se às fontes primárias e ao modo de pensar da época, os historiadores agora podem garimpar os mitos de Palmares que foram construídos no século XX.

sábado, 2 de novembro de 2013

Nota Oficial do DCE Livre

O Movimento Estudantil Liberdade foi criado em 2006 por estudantes que não se sentiam representados pelos militantes esquerdistas que há muito tempo dirigem o DCE da UFRGS e que ocupavam todos os cargos de Representação Discente nos Conselhos da Universidade.

Nossa principal bandeira era a despartidarização da entidade, isto é, queríamos um DCE que se voltasse para os assuntos e preocupações dos estudantes da UFRGS e não tivesse como foco prioritário causas externas e pautas de partidos políticos, como já vinha acontecendo faz muito tempo. Disso, criamos o jargão: “Um DCE para Estudantes e não para Miliantes!

Assim, o Movimento Estudantil Liberdade, por meio desta, manifesta apoio à chapa que mais possuí similaridade com nossa visão de despartidarização do Diretório Central dos Estudantes da UFRGS.

Declaramos publicamente apoio à Chapa 3 – DCE de Verdade: Nosso Partido é o Estudante!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

MEL promove ato pelo pagamento dos Monitores Acadêmicos

Marchesi e Samuel durante a reunião do CONSUN
O DCE Livre - Movimento Estudantil Liberdade organizou um ato na manhã desta sexta-feira (18), no Conselho Universitário da UFRGS (CONSUN), pelo pagamento dos Monitores Acadêmicos da Universidade. O MEL esteve representado por seu presidente, o Acadêmico de Pós-Graduação Gabriel Afonso Marchesi Lopes e pelo Acadêmico de Biblioteconomia Samuel Writzl Zini, Monitor Acadêmico da disciplina de Linguagem Documentária III.

Em nota, o Pró-Reitor de Graduação, Professor Sergio Roberto Kieling Franco, informou que o atraso na liberação do pagamento das bolsas de monitoria foi devido à falta de repasse financeiro pelo Ministério da Educação (MEC). Alguns alunos que entraram em contato com a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) solicitando maiores informações sobre a falta de pagamento ainda receberam a seguinte resposta de uma Assistente em Administração: “Não temos previsão para o pagamento das bolsas de monitoria e se você quer saber, liga pra Dilma!”.

Saguão da reitoria da UFRGS
Marchesi, que durante sua graduação foi monitor das disciplinas de Estatística Geral I, Estatística Geral II, Estatística Econômica e Estatística Demográfica, manifestou que “A UFRGS atenta contra seus próprios princípios, em especial contra a garantia de padrão de qualidade, ao permitir que situações como essas ocorram. É fundamental que haja um plano de contingências para fazer frente à descontinuidade de repasses de recursos por parte do MEC, ainda mais considerando que este não é um problema pontual, mas sim algo que tem acontecido com considerável freqüência e que prejudica principalmente os alunos que dependem desta renda para sua sobrevivência.”

sábado, 5 de outubro de 2013

Nota Oficial do DCE Livre sobre o ocorrido no IFCH

NOTA OFICIAL DO DCE LIVRE SOBRE O OCORRIDO NO DEBATE “Pela Diversidade: Ser Diferente é um Direito, Respeitar é um Dever” PROMOVIDO PELO INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS (IFCH) DA UFRGS

A homofobia é um problema grave e não se resume à violências físicas ou ameaças em sentido criminal estrito (Art. 147 do código penal:"ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave"). No entanto, é importante reconhecer um limite entre entre o desconforto, a opinião contrária e a atitude violenta. No caso específico, é prudente considerar que a manifestação legítima da posição também legítima do aluno que entende que homossexuais não deveriam poder adotar crianças tenha enfurecido alguns dos que pensam diversamente e que entre esses, alguns tenham distorcido a posição do tal aluno, o que ainda mais enfureceu quem conheceu as versões distorcidas e, assim, algum tenha invadido o perfil do aluno para o incriminar. Isso já aconteceu com alunos da UFRGS, a qual promoveu processos administrativos flagrantemente mal conduzidos e que só não foram devidamente questionados porque o aluno não contou com advogado a tempo.

Discordamos de quem pensa que homossexuais não devem adotar crianças, mas respeitamos a posição deles. O fato de o Direito brasileiro reconhecer esse direito aos homossexuais não torna crime pensar diferente. Se fosse assim, quem defende a descriminalização da maconha também cometeria crime por pensar diferente do que prevê o direito brasileiro; ou, quem hoje pensa que vender cigarros de tabaco deveria ser crime também estaria cometendo crime. As pessoas tem direito a opinar sobre o que deve ou não ser permitido pelo estado.

A questão da homofobia, como a do racismo, é especialmente complexa conquanto não se trata de opções, seja de quem é homossexual ou heterossexual, negro, indígena ou de outra etnia. Tanto pior, a aversão que uns podem sentir por outros também não é uma escolha plenamente racional calcada em razões e motivações conscientes. Desse modo, o esforço coletivo da sociedade no sentido de abolir ou minimizar fenômenos como o racismo e a homofobia, ainda que sistemático e pontualmente enérgico, deve evitar o linchamento.

No evento em questão, o jovem apenas acusado foi pré-julgado e condenado pela comunidade como culpado e mesmo sem direito a manifestar sua posição no evento (clique aqui para mais informações). Isso é uma forma de intolerância ironicamente simétrica à que tentam criticar ou, mais precisamente, excluir do debate, o que caracteriza um linchamento moral.

Régis Antônio Coimbra
1ª Vice-Presidente do Movimento Estudantil Liberdade - DCE Livre
Advogado, Licenciado em Filosofia pelo IFCH e Acadêmico da Licenciatura em Dança

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Polícia estoura redutos de extrema-esquerda

Indivíduos falam em "esquerda voltar a ser armada"
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, cumprindo todas as formalidades legais, realizou ações de busca e apreensão na residência de pessoas que supostamente estavam envolvidas com a quadrilha “Bloco de Lutas”, que tem praticado violência contra indivíduos e contra o patrimônio público e privado nas ruas da capital (clique aqui para ler a notícia).

Segundo informações divulgadas nas redes sociais pelo perfil oficial do PSTU e pela Vereadora Fernanda Melchionna, os indivíduos seriam ligados ao Juntos (braço do PSOL) e ao PSTU, inclusive um deles teria disputado as eleições para a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, porém, com um número insignificante de votos, não conseguiu se eleger.

Vereadora Fernanda Melchionna comenta a ação
Além da casa dos militantes, a Polícia Gaúcha também cumpriu mandados judiciais em um suposto “espaço cultural anarquista Moinho Negro”, apreendendo computadores,  celulares e vasta documentação suspeita (clique aqui para ler da notícia). Em resposta ao ocorrido, militantes questionaram sobre a necessidade de “se armar”.

É fato que nos últimos meses Porto Alegre tem passado por uma situação muito delicada, com recorrentes ataques às pessoas (clique aqui para mais informações) e ao patrimônio público e privado (clique aqui para mais informações). Depredações, saques à lojas, queima de ônibus e ataques à prédios históricos, como o Museu Júlio de Castilhos (clique aqui para ler a notícia), tem sido a tática utilizada pela quadrilha “Bloco de Lutas” para intimidar a população e espalhar o terror.

PSTU informa ação na residência de Matheus Gomes
O Movimento Estudantil Liberdade, atuando no sentido de preservar a ordem e a vida das pessoas, tem monitorado as ações do “Bloco de Lutas” e repassado às polícias informações sobre seus membros e suas ações. Assim, esperamos que em breve sejam realizadas mais ações de busca e apreensão e que os indivíduos envolvidos com ações violentas sejam finalmente presos.

Governo dá explicações sobre investigação em locais de encontros de manifestantes
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