segunda-feira, 18 de maio de 2015

Da pesquisa sobre preconceito na UFRGS

Por André von Kugland*

Recentemente saiu uma matéria da Zero Hora dizendo que “87% dos alunos da UFRGS têm algum preconceito de gênero ou contra diversidade sexual,” baseada numa pesquisa feita pelo Instituto de Psicologia da UFRGS.

Além disso, a matéria (repetindo o artigo) dizia que, quanto mais religioso o aluno, mais “homofóbico” e “transfóbico”, tentando associar a religião ao ódio irracional. Ocorre, porém, que muitas das perguntas feitas nada têm com preconceito ou ódio, sendo, ao contrário, simples opiniões racionalmente fundadas, enquanto outras dão conta de reações emocionais perante gays, lésbicas e travestis.

O artigo em que foi baseada a matéria não especifica quais perguntas foram feitas, mas por sorte eu mesmo havia recebido este questionário há alguns anos, e estava no inbox do meu Gmail. Analiso, a seguir, algumas das perguntas:

Perguntas no. 1, no. 3, no. 19, no. 20 e 22: “Sexo entre dois homens/duas mulheres é totalmente errado,” ou “A homossexualidade masculina é uma perversão,” ou “Operações de mudança de sexo são moralmente erradas,” ou “Homens e mulheres deveriam ser proibidos de mudar de sexo.”
Não são preconceitos, mas julgamentos morais, que podem ser fundamentados em premissas racionais. Tampouco implicam que quem assim julga odeie gays, lésbicas ou transexuais.

Perguntas no. 2, no. 5, no. 14, no. 16, no. 18: “Eu acho que homens gays/lésbicas/travestis são nojentos(as)”, ou “Os homens afeminados/mulheres masculinas não me deixam à vontade.”
Obviamente não é um preconceito, mas uma reação emocional de rejeição, não muito diferente daquela do gay que “tem nojo de perereca”, ou da lésbica que tem “nojo de pinto”. E não é necessariamente “homofobia” ou “transfobia” porque não implica que a pessoa odeie gays, lésbicas ou travestis.

Pergunta no. 4: “Eu preferiria que meus filhos fossem heterossexuais.”
Também não implica preconceito ou ódio: há muitos motivos para preferi-lo além do ódio e do preconceito.

Pergunta no. 6: “Eu não me sentiria a vontade em consultar com um médico homossexual.”
Não implica preconceito ou ódio: um homem pode não querer ficar nu na frente de um médico gay pelo mesmo motivo que não o quereria ficar na frente de uma médica mulher, porque se sentiria desconfortável imaginando que talvez o médico(a) sentisse algum desejo por ele. É exatamente a mesma situação da mulher que não vai a ginecologista homem, que é muitíssimo comum.

Pergunta no. 10: “Crianças deveriam brincar com brinquedos apropriados para seu próprio sexo.”
Preferir preservar papéis de gênero tradicionais não é o mesmo que ter preconceitos ou odiar homossexuais ou transexuais.

Pergunta no. 12: “Eu não confio em lésbicas.”
Essa pergunta é uma das poucas que poderiam indicar um preconceito, contanto que fosse reformulada como “lésbicas não são confiáveis.” Aí, sim, haveria, indiscutivelmente, preconceito.

Pergunta no. 16: “Eu iria a um bar freqüentado por travestis.”
Não ir a bares freqüentados por travestis não implica que se odeiem os travestis, caralho. Os bares podem ser ruins, mal localizados, perigosos.

Pergunta no. 17: “Eu apóio os homens gays, mas não gostaria de ser confundido com eles.”
Para não ser preconceituoso é necessário querer ser confundido com gays? Que chances tem um homem com o sexo oposto, se ganhar fama de homossexual? Por que um homem heterossexual iria querer isto?

Pergunta no. 21: “Eu não consigo entender por que uma mulher se comportaria feito um homem.”
Não entender uma coisa não é um preconceito, e nem é ódio. Eu não entendo como alguém pode se sentir sexualmente excitado vendo pés, ou como alguém pode gostar de bife de fígado, ou como alguém pode querer se arriscar a escalar o Everest. Implica que odeie podólatras, apreciadores de bife de fígado ou alpinistas? Não. Implica que tenha algum preconceito em relação a estas pessoas? Não.

Enfim, vendo as perguntas do questionário, chega-se à conclusão de que não, ele não consegue diagnosticar homofobia — o ódio irracional a pessoas homossexuais —, nem tampouco o preconceito. E é, na verdade, uma peça de propaganda contra as religiões tradicionais.


Artigo do estudo: http://link.springer.com/article/10.1007/s13178-015-0191-z (Quem é aluno pode acessar o texto através do proxy.)



*ANDRÉ VON KUGLAND é acadêmico do curso de Letras da UFRGS.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O ParanaPrevidência em voga: uma análise técnica em meio aos debates políticos

Os impactos da migração de beneficiários do Fundo Financeiro para o Fundo Previdenciário na solvência do sistema de previdência paranaense e nas finanças estaduais

Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes*

A polêmica que está ocorrendo no Paraná, envolvendo o Governo Estadual e o funcionalismo, em especial os professores, gira em torno dos projetos de reforma do ParanaPrevidência, que é um serviço social autônomo paradministrativo, criado durante o governo Jaime Lerner, cujo objetivo é garantir o pagamento das aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais, através da criação de fundos de previdência e de um sistema contributivo capaz de gerar equilíbrio financeiro e atuarial.

O Fundo Previdenciário do ParanaPrevidência é uma forma de poupança que tem como objetivo pagar as aposentadorias futuras do funcionalismo estadual, sendo formado por recursos provenientes da contribuição dos servidores e pensionistas, mais a contrapartida do Governo do Estado. Os beneficiários contribuem com 11% da remuneração, enquanto o Governo do Estado do Paraná contribui com igual montante. Um dos pontos do Projeto de Lei que envolve a reforma previdenciária prevê que o percentual de participação governamental aumente para 22% até 2016. 

Cabe destacar que, atualmente, o Fundo Previdenciário possuí uma posição superavitária, estando capitalizado em mais de R$8,5 bilhões em caixa. Além disso, o Projeto de Lei prevê que o Fundo Previdenciário terá aportes no montante de R$1 bilhão, oriundos de repasses de royalties da Usina Hidrelétrica da Itaipu. Estes aportes, por si só, garantiriam a solvência do ParanaPrevidência por pelo menos mais 29 anos.

Dados do ano passado indicam que o ParanaPrevidência possuí um dispêndio mensal de cerca de R$497 milhões, arcando com os benefícios previdenciários de mais de 106 mil aposentados e pensionistas, todavia este número representa apenas 14% dos inativos do Paraná, sendo a maioria atendida pelo Fundo Financeiro, que realiza o pagamento dos benefícios de previdência funcional dos servidores públicos estaduais inativos, dos militares reformados ou na reserva remunerada e dos pensionistas, sendo arcado integralmente pelo Governo através do Tesouro Estadual.

O Projeto de Lei, apresentado pelo Governo do Paraná e aprovado pela Assembleia Legislativa Estadual, não propõe a extinção do Fundo Financeiro, mas a migração de uma pequena quantidade de beneficiários, que tem 73 anos ou mais, deste fundo para o Fundo Previdenciário, no que vale lembrar que, conforme dados do IBGE divulgados no ano passado, a expectativa de vida ao nascer no Paraná é de 76,2 anos.

Com esta medida, o Governo do Estado deixará de pagar sozinho as aposentadorias desta parcela de inativos. O Fundo Financeiro continuará sendo a principal fonte pagadora de aposentadorias no Estado, porém esta medida irá criar uma economia de aproximadamente R$125 milhões mensais com o pagamento de benefícios, o que é algo bem impactante considerando a atual conjuntura vivida pela administração pública do Paraná, imersa em um cenário de grande dificuldade financeira, principalmente em razão da retração da economia.

Em suma, a medida do Governo visa restabelecer o equilíbrio das finanças estaduais, mas sem comprometer as futuras aposentadorias do funcionalismo, pois a mesma não coloca em risco o pagamento de pensões ou a solvência do sistema, uma vez que a parcela dos aposentados a ser absorvida pelo Fundo Previdenciário possuí baixa expectativa de vida e também está previsto um aumento do aporte no fundo por parte do Governo, passando dos atuais 11% para 22%, além de repasses de royalties da Usina de Itaipu.


*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é Bacharel em Ciências Atuariais pela Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bacharel em Estatística pelo Instituto de Matemática (IM) da UFRGS e Pós-Graduado em Perícia e Auditoria (2014) pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade (NECON) da UFRGS. Foi Professor na UFRGS nas disciplinas de Probabilidade e Estatística e de Estatística Geral.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A ineficiência do Estado não justifica a escravização de bolsistas

Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes*

Tramita no Senado Federal um Projeto de Lei (PLS 224/2012), de autoria do Senador Cristovam Buarque (PDT), que visa obrigar bolsistas (de graduação, pesquisa e extensão) de Universidades Federais a prestarem serviço em estabelecimentos públicos de educação básica, algo equiparável às penalidades que são impostas aos autores de certos ilícitos penais. No caso, o único “crime” dos estudantes seria receber uma ajuda de custo (muito pequena, aliás) do Governo Federal para arcar com suas despesas de graduação, fato por si só, segundo o Senador, suficiente para submetê-los a trabalhos forçados.

Ocorre que, para suprir o déficit de profissionais nos estabelecimentos públicos de educação básica, o correto, coerente e razoável seria o Governo Federal contratar profissionais qualificados (e bem remunerados) para estas instituições ao invés de buscar submeter os bolsistas à serviço impositivo e sem remuneração adicional, em situação análoga a de escravo, a fim de suprir os buracos da falta de investimentos na educação. O projeto que tramita no Senado é um abuso tanto contra os estudantes quanto contra os profissionais da área de educação. A ideia é obrigar os estudantes universitários a darem aulas em escolas públicas, gratuitamente, ao invés de contratar professores para esta função. Em suma, o Senador Critovam pretende revogar a Lei Áurea.

É importante frisar que a finalidade das bolsas acadêmicas, nas áreas de graduação (monitoria), pesquisa (iniciação científica) e extensão, não é ser instrumento para captação de mão-de-obra barata por parte do Governo, mais sim é servir como ferramenta para o estabelecimento de experiências a partir das quais o discente irá aprimorar seus conhecimentos teóricos por meio da integração entre aquilo que é visto em sala de aula e a prática profissional. Dessa forma, o objeto fim da bolsa é o próprio discente.

Ressalte-se que o bolsista não pode ser jamais confundido com um servidor público, pois este executa suas atividades com vista à remuneração dentro de um contrato de trabalho, enquanto que aquele se voluntaria a uma atividade tendo em mente a possibilidade de exercitar o que aprendeu para que, no futuro, venha a ser um profissional melhor.

Além disso, não obstante o caráter voluntário da bolsa, não se pode olvidar o fato de que estamos lidando com uma população jovem e economicamente ativa, que está dedicando horas de seu tempo para a própria formação, mas também para a formação de outras pessoas, no caso das monitorias, para a inovação tecnológica, nas atividades de iniciação científica, e para o fortalecimento dos vínculos entre a Academia e a Sociedade por meio dos projetos e ações de extensão. Assim, considerando que não existe almoço grátis, é importante e justo o pagamento de contrapartida financeira aos bolsistas.

Disso tudo, temos que o Projeto de Lei que que visa obrigar os bolsistas a trabalharem em escolas pública é incoerente e abusivo, pois procura coagir o aluno a trabalhar em algo diferente daquilo que ele se propôs e, mais que isso, é uma forma de utilizar a mão-de-obra barata dos bolsistas para executar tarefas de profissionais que deveriam ser contratados pelo Governo, mas não o são, isto é, na verdade querem tapar as lacunas deixadas pela incompetência estatal.

Portanto, não cabe ao bolsista executar tarefas em escolas públicas, a menos que ele mesmo tenha se proposto à isto, por exemplo através de bolsas PIBID. O déficit dos profissionais no ensino público deve ser suprido através da contratação de pessoal formado e qualificado, que aliás deve ser melhor remunerado e ter mais atenção dos órgãos públicos, assim como os bolsistas também merecem bolsas com valores mais dignos do que os míseros 400 reais que são pagos atualmente (pouco mais de meio salário mínimo).


*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Atuou como Docente em Probabilidade e Estatística na UFRGS e como Monitor Acadêmico em diversas disciplinas do Departamento de Estatística e do Departamento de Matemática Pura e Aplicada da UFRGS.

sábado, 11 de abril de 2015

Projeto do MEL: RU da Informática finalmente será inaugurado

Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes*

Fonte: site da UFRGS
Quando fui Representante Discente no Instituto de Matemática da UFRGS, entre 2009 e 2011, busquei pautar minhas ações através da ideia de Movimento Estudantil de Resultados, isto é, aquele que visa a busca por benefícios concretos para os estudantes, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos discentes e, consequentemente, sua produtividade e rendimento acadêmico.

Uma proposta que abracei e levei adiante como projeto pessoal, que tinha como principal objetivo mais qualidade nas condições de alimentação dos estudantes, foi o projeto de expansão dos restaurantes universitários focado em três principais pontos:

1 – Ampliação do Restaurante Universitário 3 (Campus do Vale);
2 – Construção do Restaurante Universitário do Setor 4 (Informática);
3 – Realização de convênios com restaurantes do centro de Porto Alegre e distribuição de vale-refeição para estudantes carentes a fim de desafogar a fila do Restaurante Universitário do Campus Centro.

Fonte: site da UFRGS
Assim, levei a cabo uma série de tratativas junto à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) com o intuito de implementar o projeto e suprir as demandas que os estudantes possuíam quanto aos restaurantes universitários.

A proposta foi protocolada sob número 23078.008343/10-88, à qual foi juntada a proposta, também do Movimento Estudantil Liberdade, de compra antecipada de refeições nos restaurantes universitários.

Dentro da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, o projeto tramitou, principalmente, entre a Divisão de Infraestrutura e a Divisão de Alimentação, tendo seu primeiro ponto contemplado em Setembro do ano de 2010, com a inauguração da ampliação do Restaurante Universitário do Campus do Vale, cujas obras haviam sido concluídas em julho do mesmo ano.

Fonte: site da UFRGS
Todavia, minha proposta não foi totalmente atendida, pois ainda faltavam dois pontos a serem contemplados. Dessa forma, em 2012, entrei em contato novamente com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e fui informado pelo Diretor do Departamento de Infraestrutura e Vice-Pró-Reitor da PRAE, Alberto Morem Cossio, que a Superintendência de Infraestrutura da UFRGS havia aprovado o projetos para a construção do RU da Informática, identificado como “RU nº 6 – Bloco IV do Campus do Vale” e que a obra estaria sendo encaminhada para licitação e, uma vez concluída, seriam dados outros andamentos no projeto.

Fonte: site da UFRGS
Pois bem, a pouco tempo recebi a notícia de que mais um item do meu projeto pessoal visando beneficiar os estudantes seria atendido e que, nesta segunda-feira, será, finalmente, inaugurado o Restaurante Universitário da Informática (clique aqui para mais detalhes), um projeto genuinamente do Movimento Estudantil Liberdade.

Fico muito feliz em saber que meus atos, como Representante Discente, contribuíram para melhorar a vida dos estudantes de nossa Universidade. Porém, o projeto ainda não foi finalizado, no que ainda é necessário desafogar a fila do RU do Campus Centro e levar adiante a ideia de compra antecipada das refeições, propostas com as quais me comprometo trabalhar até que sejam atendidas.

Abaixo segue a nota divulgada pela UFRGS com detalhes sobre o RU6:

"RU6 começa a funcionar nesta segunda 
Novo restaurante universitário da UFRGS é o primeiro a oferecer alimentação com opção vegetariana. Localizado no Bloco 4 próximo à Informática, o RU6 vai servir 2500 refeições por dia 
A comunidade universitária passa a contar a partir desta segunda-feira, dia 13 de abril, com uma nova alternativa para se alimentar no Campus no Vale, com o início do funcionamento do Restaurante Universitário (RU) 6. O funcionamento do novo restaurante é ainda mais especial para usuários que não consomem carne; no cardápio, haverá opção vegetariana. 
O prédio do RU6 foi construído no Bloco 4, junto ao Instituto de Informática, ao Biociências e à área das Engenharias, beneficiando principalmente servidores e estudantes dessas unidades, que não precisarão mais se deslocar ao Bloco 3 para fazer suas refeições no RU do Campus do Vale. 
Neste início de funcionamento, o RU6 oferecerá almoço e suco, no horário das 11h às 13h30, aumentando em 80% a oferta de comida no Campus do Vale. Diariamente, serão preparadas cerca de 2.500 refeições. 
Quem não consome proteína animal poderá escolher a opção vegetariana. Nesta segunda-feira, por exemplo, haverá ensopado de proteína de soja com cenoura, para os vegetarianos; e cubos de frango ao molho rosé, arroz, feijão, batata palha, alface, rúcula e tomate, no cardápio geral. Com o funcionamento gradual do novo RU, também serão servidas   refeições no horário do jantar. 
Estrutura – Com uma área de aproximadamente 3.500 m2, o novo RU tem refeitório localizado no primeiro andar, contando com 480 assentos, área climatizada, e banheiros. A fila se formará a partir do estacionamento, em área coberta, e segue pelo saguão térreo até acesso pelas escadas aos caixas no 1º andar. 
Foram instalados dois elevadores, 1 para uso do público, destinado ao transporte de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção; e outro para uso em serviço. O RU6 é o primeiro dos restaurantes da UFRGS construído com acessibilidade universal e sustentabilidade ambiental. Um sistema de reaproveitamento d’água reduzirá o consumo em 20%, como exemplo, a instalação de caixa coletora da agua da chuva para uso nos sanitários. 
Na área de alimentação, serão respeitadas as chamadas BPF (Boas Práticas de Fabricação), que incluem instalações adequadas para a produção das refeições de maneira higiênica e eficiente. O local conta com modernos equipamentos e três caldeirões novos, reforçados e testados, para o preparo da comida. O prédio foi projetado para ser um restaurante moderno, com fluxos de entrada e saída de trabalhadores e usuários. 
O cardápio do RU6 poderá ser conferido no site da UFRGS e o telefone do restaurante é 51.3308.7883."


*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é Atuário e Estatístico pela UFRGS, com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria também pela UFRGS. É acadêmico do Bacharelado em Matemática com ênfase em Matemática Aplicada e Computacional pela UFRGS. É fundador do Movimento Estudantil Liberdade e foi Representante Discente na Comissão de Graduação em Estatística, no Departamento de Estatística e no Conselho do Instituto de Matemática da UFRGS.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Seria a legalização e mesmo oferta descomplicada pelo SUS do aborto um como que bem vindo genocídio preventivo de filhos da puta?

Por Régis Antônio Coimbra*

Não questiono a possibilidade de uma gravidez indesejada ser transmutada numa paternidade e maternidade responsável, até porque é a maioria dos casos de paternidade e maternidade "feliz" (apesar dos muitos ônus). Não deixo de ser fortemente contra o aborto. Questiono o efeito prático, cínico, utilitarista radical de uma tal oferta: "não quer gestar, parir, cuidar e educar, então aborta, por favor!"

Nesse tão machista impropério, não se questiona tanto a sexualidade da "puta", mas o caráter do filho dessa não exatamente puta. Sem dúvida, muitos transcendem o infeliz início como filho indesejado e, pior, pouco ou mal cuidado pela mãe, sem talvez nenhuma referência paterna. No entanto, "sem pai nem mãe", por mais resilientes que sejam as crianças, muitos adultos são severamente prejudicados em parte importante de sua socialização.

Talvez o problema nem seja a mãe rancorosa ou superprotetora, ou a ausência de um pai não raro mais simbólico do que presente. O maior problema pode estar no contexto de vulnerabilidade de mães jovens, em lares confusos, em bairros desamparados pelo estado e problematicamente protegidos pelos traficantes, ressalvados o fogo cruzado entre concorrentes.

A questão que resta, em todo caso, é se podemos assumir o genocídio de sabe-se-lá quantos filhos indesejados ou inconvenientes para evitar o surgimento de alguns (talvez 10% de) potenciais filhos da puta?

Minha posição é a aparentemente paradoxal defesa do aborto e mesmo de sua oferta descomplicada pelo SUS, ressalvado que sou forte e profundamente contra. Deve ser fácil de fazer e extremamente difícil de justificar; é importante que seja exacerbado como decisão difícil, embora, havendo a decisão pela mulher, ela seja extremamente fácil e segura.


*RÉGIS ANTÔNIO COIMBRA é 1º Vice-Presidente do Movimento Estudantil Liberdade. Filósofo e advogado formado pela UFRGS. Especialista em Direito e Economia e, atualmente, é Acadêmico da Licenciatura em Dança pela UFRGS e Professor no Colégio Tiradentes da Brigada Militar.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Não existe liberdade sem direito à autodefesa

Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes*

O Brasil é um país com altos índices de criminalidade e violência, porém não será desarmando o cidadão de bem que iremos contornar estes problemas. O Estatuto do Desarmamento é altamente ineficaz no combate ao crime, afinal quem é que já viu algum bandido ou traficante entregando suas armas de livre e espontânea vontade só porque o Governo disse que eles não podiam tê-las? Assim, é melhor possuir uma arma e nunca usá-la, do que precisar de uma e não a ter. Logo, a melhor política de segurança é o respeito ao direito do cidadão ter uma arma.

Contra o bom senso, o Estatuto do Desarmamento é hoje um instrumento legal que protege o bandido, pois lhe dá a segurança para atacar as pessoas e seus bens tendo a certeza de que não terá uma reação, de que encontrará apenas indivíduos indefesos e submissos, podendo praticar seus ilícitos livremente. Esta segurança do bandido é um fator que incentiva o crime, já que quando o meliante não sabe se a vítima está ou não armada, ele tende a evitar o confronto com medo de levar um tiro. Portanto, quanto maior é a capacidade de reagir do cidadão, maior é o número de crimes evitados.

O que o Poder Público está fazendo é tirar do cidadão o direito de se defender dos criminosos. Esta é uma intervenção indevida, pois cabe apenas ao próprio indivíduo a decisão de possuir ou não uma arma, é algo de foro íntimo e que não deve ser colocado jamais sob a tutela do Estado. Além disso, todas as pessoas têm direito à autodefesa de sua vida e de seu patrimônio, ainda mais no cenário atual onde o Governo tem dado fortes demonstrações de que não é capaz de garantir a segurança de todos os cidadãos. Assim, tendo o cidadão o direito de se autodefender, não pode o Estado cercear o acesso aos instrumentos de defesa.

De fato, a presença de cidadãos armados faz com que seja criado um ambiente com menos crime e mais segurança, onde há mais liberdade, pois existe um componente de dissuasão resultante do fato de que pessoas armadas não estão aptas a defenderem somente a si mesmas, mas também são capazes de defender o próximo que esteja em situação de risco. Isto é incomodo para o Governo, pois demonstra que ele não é o único ente capaz de proteger os indivíduos, que possuem a capacidade de viver sem interferência estatal e esta capacidade define a liberdade do indivíduo. Deste modo, para sermos livres, não precisamos de mais restrições sobre a propriedade privada, como aquelas propostas pelo Estatuto do Desarmamento, pelo contrário, é importante revogar as restrições existentes.

Enfim, o Estatuto do Desarmamento não é eficaz no combate ao crime, pois os bandidos já estão armados e conseguem mais armas sempre que quiserem. É ingênuo e potencialmente letal acreditar que ao desarmar o cidadão de bem, o Estado irá também reduzir o acesso às armas pelos criminosos. O fato é que a posse e o porte de armas são direitos que devem ser assegurados a todo e qualquer cidadão que seja apto, isto é, que comprove aptidão técnica e psicológica, bem como, que não possua antecedentes criminais. No momento em que o Governo se mostra incapaz de conter a violência, cabe apenas ao próprio indivíduo a decisão de defender a si mesmo e não será o porte de uma arma que o tornará um criminoso. O desarmamento diminui a segurança e, pior, diminui a liberdade da população, pois não existe liberdade quando não se há meios para se defender, seja de um bandido seja de um Governo opressor.


*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Foi Professor na UFRGS nas disciplinas de Probabilidade e Estatística e de Estatística Geral.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A desigualdade é a solução para a miséria, não um problema social

Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes*

Os socialistas apregoam que a desigualdade de renda é o cerne de todos os problemas sociais, todavia isto não passa de uma falácia, um engodo que não encontra sustentação concreta, pois a desigualdade é inerente ao ser humano, uma vez que é próprio do indivíduo ser diferente, o que é um fator que o motiva a melhorar de vida, se igualando aos melhores através dos próprios méritos. Assim, o verdadeiro problema não reside na desigualdade, mas na pobreza, que é a miserabilidade do indivíduo definida a partir de uma condição absoluta de escassez de bens básicos imprescindíveis para a manutenção da dignidade humana.

Dessa forma, o aumento da desigualdade, ou da também chamada má distribuição de renda, não pode ser um fator desestabilizador da economia e nem um gerador de pobreza, pois é parte fundamental de uma economia de mercado, estimulando o progresso social e o desenvolvimento econômico, já que em um sistema onde existe desigualdade o indivíduo busca maximizar seu próprio bem estar, sendo assim levado a poupar e buscar investimentos que atendam da maneira mais eficiente suas necessidades. A soma destas atitudes individuais gera um ganho de escala e é justamente este capital que acarreta uma melhora no padrão de vida da população.

Por outro lado, sendo a pobreza oriunda da falta de acesso do indivíduo à bens e serviços básicos, temos que ela é resultante de uma relação de mercado onde a demanda por estes itens supera em muito sua oferta, fazendo com que a escassez implique em uma elevação de preços de tal forma que o indivíduo não consiga se capitalizar (acumular riqueza) o suficiente para atender suas necessidades, restando em uma situação de penúria.

Disto, temos que a pobreza nasce da conjunção entre a baixa capacidade de poupança do indivíduo e a baixa produtividade da economia. A baixa capacidade de poupança é advinda da baixa renda, que é baixa porque os produtos possuem um preço elevado, que é elevado porque a produção é insuficiente, o que faz com que a demanda seja maior do que a oferta. Logo, o caminho lógico para reduzir a pobreza é aumentar a produtividade, porém para aumentar a produtividade é necessário capital, cuja uma das fontes é a poupança dos indivíduos, quase inexistente dentro deste cenário.

Todavia, voltemos a questão da desigualdade e verifiquemos que um indivíduo, motivado por ambições e desejos pessoais, poderá tentar fazer melhores escolhas e poupar parte da sua ainda que escassa renda, para que no futuro tenha uma vida mais digna. O capital poupado por este indivíduo representa um aumento na poupança de toda economia, que terá como reflexo o aumento da produtividade, que implicará em uma redução da pobreza.

Portanto, ainda que haja um indivíduo em melhor condição de vida que os demais, o que significa que existe maior desigualdade, a pobreza geral diminuiu. Ou seja, a desigualdade não é um problema social, mas sim a solução para o verdadeiro problema da sociedade que é a pobreza, o que nos remete para uma cena dos anos 80, quando um deputado do parlamento inglês criticou a primeira ministra britânica Margaret Thatcher dizendo que em seu governo a desigualdade aumentou e que o abismo entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres era maior do que antes, no que a Dama de Ferro calmamente lhe respondeu: "Senhor deputado, todos os níveis financeiros estão melhores do que estavam em 1979. O que o honrado membro está falando é que preferia que os pobres fossem mais pobres, para que os ricos fossem menos ricos".


*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Foi Professor na UFRGS nas disciplinas de Probabilidade e Estatística e de Estatística Geral.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A quem interessa desdenhar da meritocracia?

Por Guy Franco

Nunca vi a sociedade tão mobilizada para tripudiar da meritocracia. Hoje, não só os membros de movimentos sindicais levantam cartazes na rua contra o sistema, qualquer jovem barbudo com um canal no youtube faz o mesmo - e em plena luz do dia. Dão chiliques, relincham, fazem cara de tuberculose quando ouvem a palavra meritocracia. Pega bem desdenhar da besta. A competência está fora de moda.

Os opositores, me parece, reagem sem ver as gradações da questão. Não é possível que não concordem que recompensar uma pessoa pela eficiência seja um incentivo para o bom trabalho. Também nunca ouvi falar de alguém que recusou um aumento de salário porque considerava injusto receber mais pelos próprios méritos.

Reconhecer e promover os melhores profissionais é fundamental. Que se discuta os critérios de avaliação, mas o mérito é importante. Nada mais natural do que recompensá-lo. Não há vergonha nenhuma em defender isso.

Os opositores falam de exclusão, de “darwinismo social”. Há um fator ausente aí: ainda que a meritocracia seja excludente, impugnando a mediocridade, a sociedade como um todo não se beneficiaria de hospitais e escolas cujos médicos e professores fossem os mais capacitados? Por que seria diferente com as outras profissões?

Defender a meritocracia não quer dizer que não se reconheça os níveis desiguais de onde cada pessoa começa a vida (a classe social, cor da pele, sexo, etc), mas apenas o reconhecimento de que é um meio possível e justo (não o único, nem o mais fácil) de ascender socialmente.

Defender a meritocracia e combater a desigualdade não são coisas excludentes. E ainda que a meritocracia perpetue uma desigualdade, esta será um efeito colateral positivo, pois será baseada no mérito e não na arbitrariedade.

E aqui vou usar uma frase de Eduardo Giannetti: “A questão crucial é: a desigualdade observada reflete essencialmente os talentos, esforços e valores diferenciados dos indivíduos ou, ao contrário, ela resulta de um jogo viciado na origem, de uma profunda falta de equidade nas condições iniciais de vida, da privação de direitos elementares e/ou discriminação racial, sexual ou religiosa?”

O vizinho de blog Flávio Moura comentou sobre o silêncio dos liberais em relação a um artigo da The Economist que mostra como os mais ricos costumam ser os mais beneficiados pela meritocracia. Na verdade, essa é uma questão que tem ocupado os liberais há muito tempo. Queria reabilitar aqui um trecho de Hayek:

“…se uma invenção acidental se torna extremamente útil para os demais, o fato de que tenha pouco mérito não a torna menos valiosa do que se tivesse resultado de grande sacrifício pessoal.”

Há muito tempo que os liberais reconhecem que o mérito não é apenas resultado de grande esforço. E há muito tempo que estudam soluções de política pública para consertar eventuais desigualdades e diminuir a pobreza. Basta ler Milton Friedman - o liberal dos liberais - que encontrará nele as raízes do Bolsa Família e do Prouni, por exemplo.

“Meritocracia para quem, cara-pálida? 

Nossos liberais mereciam estudar um pouco mais.”

Os nossos liberais estudaram. Um deles é Ricardo Paes de Barros, formado pela escola de Chicago, e que foi líder de um grupo de economistas liberais responsável pela concepção técnica do Bolsa Família. As ideias liberais, no entanto, foram malhadas pela esquerda. Quem se lembra da resistência do PT na época? A proposta de focalização de combate à pobreza era tida como uma ameaça “neoliberal” e foi bastante hostilizada pelo partido. Hoje, o PT tenta apagar o passado liberal, as raízes chicaguistas por trás do projeto. Ao tentar apagar o nome das mentes responsáveis por trás do Bolsa Família (inclusive tirando o nome de Ricardo Paes de Barros, o pai do projeto, de sites do governo), fica fácil afirmar o que quiser e desdenhar de liberais.

A nossa esquerda merecia estudar um pouco mais os liberais.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Não se faz educação sem investimento

Por Gabriel Afonso Marchesi Lopes*

Dilma tomou posse em seu segundo mandato anunciando que seu governo teria como lema “Brasil, Pátria Educadora”, logo em seguida anunciou o corte de R$600 milhões mensais das universidades federais. Em 2011, Cid Gomes, agora nomeado Ministro da Educação, disse que professor “deve trabalhar por amor, não por dinheiro”, e ainda completou: “quem quer dinheiro deve procurar outra profissão”. Ocorre que os cortes afetam não apenas os salários dos docentes, mas também os serviços e a infraestrutura educacional do país.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde lecionei como Professor Substituto no ano passado, assim como muitas outras Universidades Federais, vem padecendo com a falta de investimentos. Houve uma grande expansão do corpo discente, a partir, sobretudo, do atendimento de metas do REUNI, com a criação de novos cursos e aumento da oferta de vagas nos cursos já existentes, porém não houve a devida contrapartida em termos de investimentos.

Em 2012, o Teatro do Departamento de Artes Dramáticas - Sala Alziro Azevedo – foi interditado por risco de incêndio, em razão de problemas na precária rede elétrica. No ano seguinte, o Restaurante Universitário do Campus do Vale foi fechado pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) de Porto Alegre por falta de condições sanitárias adequadas e, logo em seguida, o rompimento de um cano no prédio onde fica a Biblioteca Setorial das Ciências Sociais e Humanidades (BSCSH) provocou o alagamento de parte do acervo de quase 200 mil volumes do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).

O ano de 2014 não foi diferente, em junho foi inaugurado o novo prédio de salas de aula da UFRGS, conhecido como Prédio Branco. Durante a cerimônia constatou-se que as escadas do mesmo estavam escoradas com vigas de madeira, unidas com pedaços de pano. Além disso, havia rachaduras e trincas em várias partes do prédio. Sem surpresa, o Ministério Público Federal, com base em laudos técnicos apontando que o local apresentava problemas de construção que colocavam em risco a vida e a integridade física de estudantes, professores, servidores e pessoas que frequentam o prédio, pediu a interdição do Prédio Branco apenas 4 meses após a inauguração.

Houve novamente problemas nos Restaurantes Universitários e um caldeirão no RU do Campus do Vale explodiu ferindo gravemente quatro funcionários. Relatos e fotos mostraram que o local, que já havia sido fechado pela Vigilância Sanitária em 2012, apresentava condições precárias e o risco de um acidente era iminente. Como todos os RUs usavam o mesmo modelo de caldeirão para o preparo de feijão, o alimento deixou de ser servido aos estudantes até o final do ano. Ainda, novamente por problemas de infraestrutura, houve o alagamento do prédio do Instituto de Letras e as aulas tiveram que ser suspensas.

Agora, mal começou o ano de 2015 e as escadarias do Instituto de Matemática (IM), que levam até os gabinetes dos professores do Departamento de Matemática Pura e Aplicada e do Departamento de Estatística, foram interditadas por risco de desabamento. Considerando que os prédios daquele setor do Campus do Vale datam da mesma época e foram construídos de maneira similar, não se pode descartar a possibilidade do mesmo problema afetar as escadaria e prédios dos demais institutos. Além disso, há muito já se ouve sobre problemas de goteiras e de energia nos gabinetes do IM.

Desta forma, é contraditório e hipócrita falar em “Pátria Educadora” quando se corta os investimentos em Educação que são imprescindíveis para que não se criem situações como aquelas vistas na UFRGS, onde temos um curso de teatro sem teatro, falta de salas de aulas por interdição de um prédio recém inaugurado, professores que não podem acessar seus gabinetes e um restaurante reprovado pela Vigilância Sanitária. Para se educar é necessário investir em infraestrutura, pois não é superlotando uma sala de aula precária que teremos, milagrosamente, as mentes e os profissionais capacitados e fundamentais para o progresso nacional.


*GABRIEL AFONSO MARCHESI LOPES é formado em Ciências Atuariais (UFRGS/2007) e em Estatística (UFRGS/2013), com Pós-Graduação em Perícia e Auditoria pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Contabilidade da UFRGS. Atuou como Docente em Probabilidade e Estatística na UFRGS e como Monitor Acadêmico em diversas disciplinas do Departamento de Estatística e do Departamento de Matemática Pura e Aplicada da UFRGS.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...