sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Bandidos da quadrilha “Bloco de Lutas” depredam prédios históricos na Capital

Criminosos invadindo o Museu Júlio de Castilhos para
agredir os funcionários que estavam no prédio
O grupo criminoso de extrema-esquerda conhecido como “Bloco de Lutas” realizou mais uma ação na noite desta quinta-feira (26). O alvo dos meliantes foram os prédios históricos de Porto Alegre, que foram pichados e tiveram suas vidraças quebradas, além de relatos de que houve tentativa de incendiar as edificações.

Com os rostos covardemente cobertos, para dificultar a identificação por parte da polícia e garantir a impunidade pela prática de ilícitos, os autodenominados “manifestantes”, que carregavam bandeiras de movimentos como o coletivo Juntos/PSOL, o Cpers/Sindicato, a CSP-Conlutas e o movimento anarquista (clique aqui para mais detalhes), realizaram uma série de atentados em diversos pontos do centro da capital.

A quadrilha é conhecida por cobrir seus rostos com o
objetivo de dificultar a identificação de seus integrantes
O principal objetivo da manifestação era destruir o patrimônio cultural gaúcho. Assim, a turba, inicialmente, atacou a Catedral Metropolitana de Porto Alegre, prédio datado de 1921, que teve suas vidraças, feitas pela Academia de Mosaicos do Vaticano, quebradas. Um pequeno efetivo da Brigada Militar, que fazia a guarda do Palácio Piratini, se deslocou para o local, impedindo que mais danos fossem causados ao prédio histórico.

Não satisfeitos, os esquerdistas seguiram pela Rua Duque de Caxias em direção ao Museu Júlio de Castilho, recém-aberto após permanecer fechado por mais de 16 anos. Aos gritos, de maneira animalesca e sob o efeito de drogas, o grupo retirou as pedras que compõem o piso da Praça da Matriz e da Catedral Metropolitana e apedrejou a fachada do Museu causando danos consideráveis (clique aqui para mais detalhes). O casarão teve a frente danificada, com vidros quebrados e as bandeiras, hasteadas na sacada, destruídas. Em seguida, os vândalos tentaram adentrar o edifício, quebrando suas janelas, com o objetivo de incendiá-lo, mas novamente foram contidos pela BM, que dessa vez agiu de forma mais enérgica, atuando no sentido de preservar a ordem e a vida das pessoas, para proteger os funcionários do Museu que estavam sendo agredidos fisicamente pelos manifestantes.

É um desrespeito à memória e ao patrimônio. Do ponto de vista cultural, esse ataque nos leva a pensar sobre a motivação disso. Porque não se trata de algo que não tenha símbolo ou alma, tem a ver com o interior da sociedade gaúcha — afirmou Jéferson Assumção, diretor da Secretaria Estadual da Cultura.

Veja o vídeo de como ficou a fachada do museu após a ação do grupo de esquerda

Por fim, a turba se dispersou e parte dela seguiu para um posto da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), novamente depredando o local (clique aqui para mais detalhes). Além da CEEE, duas agências bancárias também foram atingidas. O saldo final dessa noite de terror foram sete pessoas detidas por crimes diversos, incluindo dois menores que haviam sido aliciados pelos membros da quadrilha “Bloco de Lutas”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pinochet: ditador assassino ou salvador da pátria?

Por Rodrigo C. dos Santos

O golpe militar no Chile: suas causas e consequências

Junta militar do Chile
Este texto visa resgatar a verdade sobre o que pode ser considerado uma das maiores inversões de fatos já feitas. Todos conhecem a propaganda socialista, e como foram sempre experts em ocultar fatos, inverter causalidades e criar falsas evidências. Como o tempo é amigo da verdade, novas provas de que a esquerda no mundo todo sempre distorceu a veracidade das coisas surgem a cada ano. Peço para os leitores ignorarem questões ideológicas, pois certos dogmas criam rigidez cognitiva, a qual impossibilita uma análise imparcial dos fatos. Vamos nos ater apenas aos fatos. 

O assunto é o general Pinochet e o golpe militar do Chile, do qual poucas pessoas possuem razoável conhecimento, mas automaticamente repetem certas "verdades" implantadas pela propaganda esquerdista. Enquanto Augusto Pinochet permanece detido, Salvador Allende foi transformado em herói nacional, e verdadeiros ditadores como Fidel Castro são tratados como presidentes e chefes de Estado respeitados. Eu não pretendo ignorar atrocidades do período Pinochet, nem entrar num debate ideológico, mas apenas levantar a grande cortina que encobre inúmeros detalhes importantes desta conturbada fase chilena. 

Em primeiro lugar, das 2.279 mortes constatadas durante os 17 anos do regime Pinochet, aproximadamente metade ocorreu logo após o golpe de 11 de setembro de 1973. Creio que ficará claro durante o texto que isso era praticamente inevitável para se restaurar a ordem no Chile, e que a grande concentração de mortes nos primeiros dias de golpe se deve ao fato de estarmos tratando de facto de uma guerra civil, não um regime opressor que assassinava deliberadamente. 

Um pouco de história do Chile nos mostra que este é um país com fortes raízes de patriotismo, instituições capazes de manter a ordem, e um povo respeitador da Constituição, datada de 1925. Os militares sempre se mantiveram fora da política. O governo sempre teve um papel central, principalmente para proteger o controle sobre os recursos naturais do norte. 

O Partido Comunista Chileno é o mais antigo da América do Sul, e sempre foi altamente obediente ao Kremlin. O partido fundado por Salvador Allende era também declaradamente marxista. Em 1967, o seu Partido Socialista deu a seguinte declaração: "O Partido Socialista como uma organização Marxista-Leninista propõe a tomada do poder como objetivo estratégico a ser conquistado por esta geração, para estabelecer um estado revolucionário que irá libertar o Chile da dependência econômica e cultural e iniciar o processo do socialismo. Violência revolucionária será inevitável e legítima. Constitui o único caminho para se chegar ao poder político e econômico. A revolução socialista poderá ser consolidada apenas destruindo-se as estruturas burocráticas e militares do estado burguês." 

O MIR, movimento revolucionário de esquerda similar as FARC e MST, era um corpo militar que defendia a tomada do poder pelos comunistas e socialistas. O sobrinho de Allende, Andres Pascal Allende, era um dos líderes de tal movimento. Outro pilar de sustentação das bases revolucionárias estava na Igreja Católica e sua teologia liberacionista, que acreditava na militância política como único meio de transmitir a mensagem divina. Com este conjunto de forças dando apoio, e mais promessas de respeito à Constituição que se mostraram mentirosas depois, em 1970 era eleito Salvador Allende para presidente. Em 1971, em uma entrevista, o novo presidente já deixava claro suas intenções, ao dizer que "nós precisamos expropriar os meios de produção que ainda estão em mãos privadas". Disse também que "nosso objetivo é o socialismo marxista total e científico". 

Allende venceu as eleições com 36,5% dos votos, o que estava longe de ser considerado um maciço apoio popular. O primeiro aspecto de seu programa de governo foi um assalto às propriedades privadas agrícolas, na medida conhecida como tomas. As expropriações eram carregadas de violência, por bandos armados, normalmente membros do MIR. Várias vítimas foram assassinadas, e alguns morreram de ataques do coração ou se suicidaram. Entre novembro de 1970 e abril de 1972, 1.767 fazendas foram tomadas por bandos armados. 

Em seguida, Allende iniciou um programa de nacionalização de diversos setores da economia, como mineração e têxtil. Seu governo utilizou pequenas brechas na lei para infernizar a vida das empresas, e conseguir assim expulsar o capital estrangeiro do país. A liberdade de expressão também foi fortemente atacada, como em todos os países socialistas. Allende chegou a afirmar que "coisas são boas ou ruins dependendo se elas nos trazem para mais perto ou longe do poder". Seu governo atuou diretamente e indiretamente contra jornais e estações de rádio não socialistas. 

Foi criada uma instituição bizarra conhecida como "Corte do Povo", onde juízes não treinados mas ligados às organizações de esquerda eram indicados. Seus poderes eram amplos, e batiam de frente com as leis já estabelecidas. Além disso, Allende criou, em 1971, sua própria Guarda Pessoal, a GAP, fortemente armada. 

Todas essas medidas inconstitucionais, num país que respeitava sua Constituição desde 1925, fizeram com que o governo de Allende entrasse em conflito com a Suprema Corte. Vários casos eram questionados na justiça, mas Allende simplesmente ignorava as decisões da Corte. Ele chegou a dar a seguinte declaração em rede nacional: "Num período de revolução, a força política tem o direito de decidir em última instância se as decisões do judiciário se enquadram ou não nos objetivos e necessidades históricas de transformação da sociedade. Conseqüentemente, cabe ao Executivo o direito de decidir seguir ou não os julgamentos do judiciário". 

Em janeiro de 1972, o Congresso aprovou o impeachment do ministro de Interior por falhar na proteção dos direitos à propriedade e liberdade de expressão, apenas para vê-lo assumir a pasta de Ministro de Defesa. Em julho do mesmo ano, um novo ministro de Interior sofreu impeachment, mas foi apontado por Allende para um alto cargo administrativo. Em dezembro, o Ministro de Finanças também sofreu impeachment por ações ilegais contra trabalhadores em greve, mas foi transformado em ministro da Economia. O desrespeito de Allende às claras regras do jogo, à Constituição, ao Congresso e à Suprema Corte, era simplesmente total. 

A crise econômica se alastrava de maneira assustadora no Chile de Allende. A hiperinflação atingiu mais de 500%, faltavam produtos nas prateleiras e o desemprego crescia rapidamente. No meio deste caos econômico, Carlos Matus, um dos ministros de Allende, disse que "o que é uma crise para outros representa uma solução para nós". O único setor que prosperou durante os anos de Allende foi o paralelo, o mercado negro. Assim como na URSS, a nomenklatura chilena, composta de pessoas ligadas ao governo e influentes, enriqueceu através da importação de produtos escassos no Chile. O dólar, que no mercado livre da era pré-Allende valia 20 escudos, atingiu 2.500 escudos em agosto de 1973. A produção agrícola caíra 23% e a mineral uns 30%. No Chile de Allende, reinava o caos econômico e social, fruto de um total desrespeito à ordem. 

*** 

Foi nesse contexto que se deu o golpe de 1973. Os militares na verdade apenas cumpriram com suas obrigações constitucionais. Uma guerra civil era iminente, e inúmeras armas já estavam sob o poder dos revolucionários, enviadas sobretudo por Cuba. Allende era bastante próximo de Fidel Castro, e no passado, como presidente do Senado, já havia oferecido refúgio aos membros do grupo terrorista de Che Guevara. Durante seu governo, não só centenas de guerrilheiros cubanos migraram para o Chile, como membros de diversos grupos revolucionários do Brasil, Uruguai, Argentina, Peru, Nicarágua e Honduras. A residência de Allende no El Canaveral serviu como importante centro de treinamento para tais terroristas. Castro chegou a mandar dois de seus maiores especialistas para ajudar na organização da violência política chilena. 

Um documento descoberto na sala de um secretário comunista do governo revelou as intenções de usar as festividades do Dia Nacional da Independência para um golpe fatal e "impor a ditadura do proletariado". O alto comando das forças militares seriam convidados para um banquet oficial no palácio presidencial de La Moneda para que a guarda pessoal de Allende pudesse matá-los. Em agosto foi descoberto também um plano desenhado pelos mais altos membros do governo para incitar uma rebelião naval. No dia 23 de agosto de 1973, a Câmara dos Deputados considerou que estava rompido o Estado de Direito no Chile, e publicou uma resolução completa comprovando sua acusação. 

Essas foram, resumidamente, as causas que forçaram uma atitude militar no Chile. Os militares, historicamente afastados da política, se viram obrigados a resgatar a ordem e a Constituição. Durante o cerco ao Palácio, várias ofertas foram feitas ao então presidente para que este saísse do país em segurança, mas tais ofertas foram recusadas. Allende acabou cometendo suicídio. 

Evidente, os exageros e mortes de inocentes despertam ódio e ressentimento, mas é fundamental colocarmos o período Pinochet sob um julgamento imparcial, levando em conta todo esse contexto. A "guerra civil" chilena gerou bem menos mortes que as do México e da Nicarágua, sem falar em Cuba, cujo paredón já fuzilou mais de 17 mil pessoas. E no caso chileno, como já foi dito, cerca de metade das perdas se deram logo no começo do "golpe", enquanto no caso cubano estamos diante de uma repressão duradoura, que ano após ano elimina inocentes sob acusações ridículas, sem prova ou julgamento justo. A triste verdade é que as perdas da era Pinochet, em sua maior parte, representaram um preço necessário para o resgate da ordem. 

Pinochet estabeleceu um programa claro de reconstrução do Chile. Restaurou a ordem e trouxe economistas liberais da escola de Chicago, que criaram um programa de governo que possibilitou um estrondoso crescimento econômico. O risco de golpe terrorista ainda existia, e isso impossibilitou um rápido retorno à democracia. Em 1974, 52 membros das forças armadas e da polícia foram mortos ou feridos em ataques terroristas. No campo econômico e social, os números não mentem: o PIB per capta saiu de US$1.775 em 1973 para US$4.737 em 1996; a mortalidade infantil caiu de 66 em 1973 para 13 em 1996 (a cada mil nascimentos); o acesso à água potável subiu de 67% para 98%; e a expectativa de vida foi de 64 anos para 73 anos. 

O que se seguiu é história, e hoje o Chile desfruta da privilegiada posição de país mais avançado da América do Sul. Como de praxe, os socialistas venderam um sonho utópico e entregaram terror e caos, enquanto os que consertaram os problemas acabaram condenados e crucificados pela propaganda esquerdista. Pinochet nem sequer seguiu o ritual de um ditador. Ele nunca fundou um partido próprio: usou soldados profissionais e economistas renomados durante seu governo, não aderiu ao nepotismo e nunca adotou um culto à personalidade. Em 1988, realizou um referendo popular onde o candidato da junta, ligado a Pinochet, venceu com 44% dos votos, mais que Allende em 1973. Ainda assim, Pinochet respeitou a Constituição, que afirmava serem necessários mais de 50% dos votos, e anunciou sua saída do governo. A democracia, assim como a economia, havia finalmente sido salva, graças ao "temido ditador".

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mais Médicos: a verdade

Por Paulo de Argollo Mendes*
"O projeto é um grande engodo.
Não admira que tenha sido tão retumbante fracasso." 
O governo brasileiro, não raras vezes, diz uma coisa e escreve outra. É o que estamos vendo na Medida Provisória (MP) 621, que pretende trazer médicos do Exterior. Dizem a presidente, o ministro da Saúde e os veículos oficiais que estão contratando profissionais para áreas carentes.

 – A participação dos médicos verbalmente chamada contratação, na verdade (o que está escrito) se dá com escopo de “aperfeiçoamento” a ser efetivado “mediante oferta de curso de especialização por instituição pública de educação superior e envolverá atividades de ensino, pesquisa e extensão, que terá componente assistencial mediante integração ensino-serviço” (artigo 8º da MP).

 – Não há, pois, qualquer previsão de celebração de um contrato formal de trabalho, com carteira de trabalho assinada e garantia dos mínimos direitos trabalhistas. E tanto não há essa intenção, que o artigo 11 da MP prevê que “as atividades desempenhadas no âmbito do projeto Mais Médicos para o Brasil não criam vínculo empregatício de qualquer natureza”.

 – A forma mais adequada de contratação de médicos pelo poder público é, conforme precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF), o concurso público, com provisão de cargos regida pelo “regime jurídico único” (no caso da União, a Lei 8.112/90). Essa modalidade de contratação garante ao cidadão o status jurídico de servidor público, a dispor, por exemplo, da garantia da estabilidade.

– Contrariamente, no Mais Médicos não há sequer aviso prévio ou pagamento de multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que não é previsto. Mais: existem casos previstos na MP em que o médico pode ser sumariamente desligado pelo prefeito, submetendo-se inclusive à perda das bolsas recebidas no curso da especialização, o que não acontece com vencimentos e salários.

– A “ideia” da vez é um curso de especialização, seara na qual não incidem direitos trabalhistas fundamentais como férias, 13º, adicional de insalubridade, adicional noturno, horas extras e outros tantos devidos a qualquer trabalhador. O único direito previsto na MP é o de descanso mediante gozo de recesso de 30 dias consecutivos, o qual não se confunde com o direito a “férias”, previsto na Constituição Federal aos trabalhadores em geral, pois esse é acrescido de um terço do salário e pode ser convertido em indenização caso não tenha sido gozado nos termos e prazos da lei, o que não se verifica naquele.

– O engodo da especialização é tamanho, que o “título” a ser obtido pelo médico não pode ser registrado no Conselho Regional de Medicina, pois “atenção básica pelo SUS” não é reconhecida como especialidade médica.

– O curso de especialização “terá prazo de até três anos e só será prorrogável (e uma única vez) caso ofertadas outras modalidades de formação, conforme definido em ato conjunto dos ministros da Educação e da Saúde (artigo 8º, parágrafo 1º da MP)”.

O projeto, como se vê, é um grande engodo. Não admira que tenha sido tão retumbante fracasso, não conseguindo atrair médicos, pelo menos do chamado “mundo livre”.


*PAULO DE ARGOLLO MENDES é médico e presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Livros Proibidos

Por Caco Tirapani

LIVROS PROIBIDOS me atraem. Dizem que o proibido é mais gostoso. Nem sempre. Mas concordo quando se trata de conhecimento proibido. Sabe aqueles livros que a Igreja Católica incluiu em uma lista chamada "index" durante a Idade das Trevas? Então. O problema é que sempre que você proíbe a leitura de alguns autores, estes autores tornam-se, não por outro motivo, mais interessantes. As vezes causa até frustração quando você tem acesso ao texto e descobre que não há ali nenhum conhecimento mágico extraordinário, mas um emaranhado de ideias - algumas geniais - entre erros, superstições e banalidades. Havia muita gente boa listada no "index". Pedro Abelardo. Erasmo. Spinoza. Descartes. Pascal. Voltaire. Locke. Hume. E muita bobagem, claro. Incluindo Galileu, que dizia que o Sol é o centro de Universo - que tolice! todo mundo sabe que o centro da universo é a USP.

A minha trajetória pessoal está repleta de livros proibidos. Cursei o ultimo ano do ensino médio e um colégio protestante, justamente quando tomava gosto pelo proibido. Eu lia sobre cabalah, budismo, e astrologia. Escondido, claro. Um dia me pegaram lendo o Baghavad Gita - que li várias vezes e recomendo a qualquer cristão que o leia. Uma aluna, beata, passou a me interrogar sobre aquilo. Juntou-se uma rodinha. Fiquei, literalmente, contra a parede, tentando explicar que focinho de porco não é tomada. No fundo eu gostei da experiência de ser interrogado no santo ofício. Não vou dizer que me senti ultrajado, acho mesmo é que esses - e outros -debates deveriam ser constantes na formação escolar. Mas não são. O fato é que eu lia tudo escondido, inclusive a Bíblia! Não permitira jamais que os protestantes soubessem que eu lia a Bíblia, seria uma chatice deixar de ser visto como o grande rebelde que eu era. E essa minha disposição à rebeldia sempre deu o tom de minhas leituras.

Na minha graduação não seria diferente. Havia ali também o seu cânon - a lista dos livros que o cabra tem que ler, aceitar e crer com fé. Vai de Marx a Paulo Freire. Os mais heterodoxos caíam no limbo da "Escola de Frankfurt", cantinho de hereges e dissidentes. Eu fui pro outro lado. Fui estudar um assunto cuja infinita bibliografia não aparecia nem tangenciava à bibliografia de meu curso de História. Inicialmente pensei em estudar a Idade Média, mas algo me chamou a atenção na Antiguidade, então fui estudar um troço chamado Cristianismo Primitivo, que é onde não apenas a bibliografia é desconhecida, mas as próprias fontes do assunto foram proibidas durante muito tempo. Eu queria ler os textos apócrifos, e de fato os li - alguns. Evangelho de Tomé, Apocalipse de Pedro, Evangelho de Judas, Evangelho de Felipe, Atos de Nicodemos, e uma porrada de coisas. O mais engraçado: publicados por editoras católicas.

Nenhum dos autores mais importantes que estudam o cristianismo são conhecidos no "nosso" cânon, nem mesmo o marxista e soviético Jacob Lentsman, referência básica para os detratores do cristianismo. Nem sequer Mircea Eliade! que é uma leitura teórica fundamental para gregos e troianos. Por sorte tive um bom orientador. Não que ele soubesse muito sobre o assunto - não há como saber tudo - mas ele tinha um referencial bem mais abrangente do que o cânon marxista impõe. Hoje na universidade o sujeito que passa lendo qualquer coisa que não seja a estrita bibliografia contida no cânon marxista é visto mais ou menos como um alienígena. Imagine o cidadão sentado no banco da faculdade lendo, por exemplo, Maimônides, um filósofo judeu da Idade Média. As pessoas olham pra ele como se ele simplesmente não fizesse parte da realidade. Possivelmente ele olha as pessoas com a mesma impressão.

O mais curioso é que eu comecei a estudar o cristianismo primitivo para provar o absurdo da religião, e não com nenhuma intenção apologética. Mas pra isso eu tinha que ler autores de todas as variedades do espectro ideológico, desde o marxista Jacob Lentsman, até teólogos cristãos conservadores. Entre a ortodoxia cristã e ortodoxia marxista haveria, claro, os heterodoxos. Então passei a lei todo e qualquer autor que se dignasse a falar alguma coisa sobre religião. Elaine Pagels, Rudolph Bultmann, Helmut Koester, Karen Armstrong, Paul Veyne, Werner Jaeger, Bart Ehrman, Geza Verves, Israel Filkestein, Edward Gibbon, Mircea Eliade. Pra mim não haveria livro proibido. Eu tinha a firme convicção de que não era possível produzir qualquer tipo de conhecimento relevante sem essa diversidade de perspectivas.

Foi buscando autores brasileiros que encontrei, casualmente, o Sr Olavo de Carvalho - um filósofo brasileiro de ideias conservadoras. Minha primeira reação aos escritos do Olavo foi a total discordância, mas a admiração pela coerência. O problema é que todo estudante sincero, munido de honestidade intelectual, sabe que é preciso fazer concessões quando se descobre estar errado. Não é ético nem científico sustentar opiniões já provadas equivocadas apenas para manter a ilusão de estar certo. Muita gente prefere isso do que ter que jogar o doutorado no lixo - um dos inconveniente de fazer seu doutorado antes dos 50 anos.

Dizia uma antiga professora da minha graduação: "você pode dizer qualquer bobagem, desde que esteja baseada numa bibliografia". E assim, baseado numa bibliografia de bobagens, as dinastias acadêmicas se perpetuam. Mas eu, infelizmente, não consigo aderir a esse princípio relativista pós-moderno. A verdade continua sendo importante para mim. Por isso, vez ou outra tive que fazer aqui e ali uma concessão a um teólogo cristão que defendia posições bastante lógicas e coerentes - mais no que concerne à moralidade do que a respeito do próprio "objeto" da teologia, que só é filosóficamente perscrutável até certo ponto. Ao mesmo tempo, tive que recusar alguns argumentos meramente estéticos baseados num tipo de autoridade escolástica que os próprios autores anticristãos traziam em seu repertório. Chesterton já demonstrou que o cristianismo é criticado igualmente e ao mesmo tempo por avaliações completamente contraditórias da mesma coisa, e mesmo assim, mutuamente válidas. O que importa é derrubar a moral judaico-cristã.

Eu percebi lendo o Olavo de Carvalho que eu participava da disposição da mentalidade moderna de aceitar como verdadeira qualquer crítica à religião cristã ou judaica (curiosamente não a islâmica, ainda) e a refutar como reacionário qualquer argumento lógico, consequente, e fundamentado do ponto de vista deísta. Eu mesmo era agente de uma agenda que não era minha. Mas nada como estudar - de fato - a história, para entender como a narrativa histórica é construída. A modernidade também tem suas lendas e seus mitos. Foi assim que, de autor proibido em autor proibido, eu me tornei um herege dos tempos modernos, e leitor do Olavo de Carvalho. Aprender com os escritos deste pensador é uma oportunidade que perdem todos aqueles que tem uma dogmática opinião sobre a pessoa sem conhecer qualquer uma de suas ideias.

Da mesma forma que lia o Baghavad Gita escondido dos protestantes, hoje leio O imbecil coletivo ou A filosofia e seu inverso escondidos de meus amigos marxistas - até agora. Quase sempre metia o livro rapidamente na bolsa, ou por baixo de outro livro, para que ninguém percebesse que estava cometendo a terrível heresia de ler o Olavo de Carvalho. Ora, mas por que tanto medo de um professor sexagenário católico? Que mal pode fazer a sua leitura? A verdade é que existe, nos cursos de humanas, toda uma bibliografia que está proibida de ser lida e mencionada. Mais do que isso, está proibida de ser publicada. Seguindo a orientação dos teóricos do marxismo, os livros que entram no país devem ser selecionados pela intelligentsia para que não venham a perverter a cultura, ou melhor, para que não venham a evitar a perversão da cultura. Os professores que entram na sala não podem sequer anunciar suas prerrogativas acadêmicas, seria como desvelar o segredo da alquimia.

É por isso que é tão difícil encontrar em português os livros mais importantes de serem lidos. Algumas coisas começam a ser publicadas agora, com décadas de atraso. Onde estão, por exemplo, os livros de Edmund Burke, Ortega y Gasset, Eric Voegelin, Russel Kirk, von Mises, Isaiah Berlin, Thomas Sowell, Phyllis Schlafly, Paul Johnson, Harold Bloom, Hayek, e Michael Oakshot? É por isso que os pensadores conservadores são imensamente mais eruditos que os luminares da intelectualidade de esquerda. Eles são obrigados a ler, além da ortodoxia marxista, e da escola de Frankfurt, uma enorme gama de autores desconhecidos que só podem ser encontrados em língua estrangeira, ou com muita dificuldade em português de além-mar. Toda essa bibliografia é meticulosamente escondida dos estudantes. E por que? Porque o domínio da cultura passa pelo domínio dos livros que se leem. Este é o novo index da intelectualidade acadêmica. Em breve o cânon cultural brasileiro vai se resumir a Foucault e os pós-modernos. Suspeito que pelo simples motivo de que é mais fácil compreender Deleuze do que Marx quando se está sob o efeito diário da maconha.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Porque ricos pagam mais impostos do que pobres

Por Stephen Kanitz*

A discussão de que ricos pagam menos impostos do que pobres, atualmente uma discussão acadêmica que está muito em voga, é fácil de rebater.

Os ricos pagam impostos duplamente progressivos. Uma alíquota única de 15%, já é progressiva. Quem ganha mais, paga mais. Quem ganha o dobro, paga o dobro de impostos.

Portanto, nosso imposto de renda é duplamente progressivo. Quem ganha mais paga progressivamente mais, em vez de 0%, no caso do Salário Mínimo, ricos pagam 27%. Fim da discussão.

A outra questão esquecida, é que se um Rico poupar 90% do que ganha, tipo Warren Buffett, ele deixa de pagar 90% do ICMS, IPI, Cofins e outros impostos que os que consomem todo seu salário no ato, pagam.

Este é o principal erro dos que afirmam que pobre paga mais imposto que rico.

Rico pagará muito mais imposto, só que como poupa 90% do que ganha para sua aposentadoria, falta computar o ICMS e IPI sobre estes 90% quando forem gastos.

Além do imposto sobre herança, que só é pago na morte.

Alguns estudos fazem um outro erro maior ainda, que é incluir o ICMS e IPI que pobre paga sobre compras que ele faz com dinheiro emprestado. Empréstimo não é renda.

Sem incluir obviamente o empréstimo como “renda”, que de fato não é.

Aí, o imposto total pago pelos pobres, comparado com a renda efetiva, fica superestimado.

Portanto, dizer que Warren Buffett paga menos impostos porque simplesmente não gasta tudo que recebe é mentir descaradamente para os leitores que não entendem de Economia.

E dizer que pobre paga muito imposto de consumo porque toma dinheiro emprestado no início da vida, é também mentir com estatísticas.


Pobre paga mais imposto do que rico?

Tirar mais dos ricos e classe média é a Lei do Mínimo Esforço

“Pobre Paga Mais do Que Rico”, manchete em todos os jornais do Brasil.

Como já vimos, Rico paga muito mais imposto do que pobre, por definição.

O que Serra deveria ter dito é que pobre paga Proporcionalmente mais imposto do que Rico. Mas não disse, nem corrigiu a manchete equivocada dias depois.

Se os impostos fossem lineares, digamos 40% da renda para todos, e não Proporcionais, novamente seria óbvio que os Ricos pagam mais impostos do que os Pobres, simplesmente porque ganham mais. 

Mas políticos e membros do governo querem que os ricos além de pagar mais impostos, paguem proporcionalmente mais impostos. Do ponto de vista Ético, não há como justificar taxação compulsória proporcional.

O que poderíamos fazer, e é o que eu faço, é pedir delicadamente que Ricos além dos impostos façam Filantropia e doem para entidades Bem Eficientes, que realmente cumprem o seu papel. 

Tirar mais dos ricos e classe média é a Lei do Mínimo Esforço, e não socialmente justificável.

Do ponto de vista econômico, por que Ricos e a Classe Média deveriam pagar proporcionalmente MAIS se gastam proporcionalmente MENOS serviços do Estado? 

Rico e a Classe Média não usam Saúde Pública, Ensino Público, Metrô, Bolsa Família, e portanto se dividirmos os impostos que Ricos e Classe Média pagam pelos benefícios que usam, a vantagem a favor do pobre é colossal. 

Impostos cobrados dos ricos e classe média líquido dos benefícios que usufruem é super proporcional.

Impostos cobrados dos pobres líquido dos benefícios que usufruem, Bolsa Família, Vale Comida, etc etc, mostra que muitos têm uma carga tributária zero, o que alivia bem a carga tributária que absurdamente se cobra dos pobres. 

O que leva a outra questão.

Se boa parte dos impostos cobrados dos pobres é devolvida via péssimos serviços, porque não deixar os pobres contratarem bons serviços no setor desestatizado e eficiente da economia?


Primeiro, esta tabela mostra o verdadeiro problema deste país.

Pobre é taxado em 41% pelo Estado cuja função deveria distribuir a renda, e não arrecadá-la dos pobres.

E segundo a Receita Federal, proporcionalmente Ricos pagam Mais e não Menos, como muitos afirmam.

E ninguém tem melhores estatísticas do que a Receita Federal.

Algo Para Se Pensar.


*STEPHEN CHARLES KANITZ é um consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Polícias identificam esquerdistas como responsáveis pelos vandalismos

Contêiner incendiado por esquerdistas na madrugada
de ontem (24/06/2013) 
Os serviços de inteligência das polícias estaduais identificaram os responsáveis pelos vandalismos ocorridos nos últimos dias: indivíduos ideologicamente alinhados com a esquerda política. De fato, pessoas com esse tipo de pensamento possuem maior propensão ao crime, assim são facilmente aliciados por líderes de quadrilhas autodenominadas “Movimentos Sociais”, utilizadas por grupos extremistas para tentar impor sua ideologia à força.

No Rio Grande do Sul, conforme matéria do jornal Zero Hora (clique aqui para ler a notícia), informações vazadas por integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público — grupo que organiza os atos na capital gaúcha — e interceptações feitas por autoridades policiais indicam que grupos de anarquistas internacionais estão orientando os líderes do movimento em Porto Alegre a adotar táticas de guerrilha.

Já em São Paulo, o Serviço secreto da PM identificou (clique aqui para ler a notícia) que os grupos mais violentos nem sempre agem de maneira espontânea. No caso, punks que partem para o quebra-quebra são arregimentados por militantes do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade).

Esses fatos só corroboram aquilo que já vem sendo observando, isto é, o envolvimento recorrente da esquerda com atos de violência e vandalismo. Outro grupo normalmente envolvido com ações terroristas é o PSTU, no que pode-se citar o ataque a sede do Sindipetro/NF (clique aqui para ler a notícia) e a ação de autofagia contra o PCO (clique aqui para ler a notícia).

terça-feira, 18 de junho de 2013

Esquerdistas realizam saques e arrastão em Porto Alegre

Ônibus incendiado por esquerdistas
Na noite de ontem, segunda-feira, 17 de junho, a cidade de Porto Alegre foi novamente tomada de assalto por esquerdistas partidários, que  utilizaram como pano de fundos a pauta legítima da melhoria das condições de transporte público para perpetrar barbárie e atentar contra a população.

Se na manifestação anterior houve pichações, destruição de lixeiras e ataques aos comerciários da Cidade Baixa, na última noite a coisa descambou para o assalto e pra o caos generalizado. Pessoas de ideologia de esquerda, geralmente mais propensas ao crime, aproveitaram a aglomeração causada pela manifestação contra o aumento da passagem de ônibus para saquear lojas e assaltar pessoas que participavam do ato.

Esquerdistas usavam crianças como escudo humano
Entre as lojas assaltadas estavam as concessionárias da Volkswagen e da Honda. A turba também tentou roubar os caixas eletrônicos de uma agência do Banrisul.

Da mesma maneira como ocorreu anteriormente, o Batalhão de Choque teve que intervir para garantir a segurança dos cidadãos de Porto Alegre, mas nem isso impediu que mais de 56 contêineres de lixo fossem depredados e queimados pelos bandidos, que inclusive, para tentar deter o avanço da BM, começaram jogar rojões em um posto de gasolina, fato que poderia ter causado um desastre com várias mortes.

Diversas lojas foram saqueadas
O presidente do Departamento Municipal de Limpeza do município (DMLU), André Carus, declarou a respeito da destruição dos contêineres que  "A nossa preocupação maior é que o fato de depredar o contêiner afeta toda a coleta. Por isso, nós vamos, além de repôr as lixeiras já nas primeira horas da manhã desta terça, fazer uma operação alternativa para a coleta de lixo"

Esquerdistas lançaram rojões contra posto de gasolina
Além disso, o meliantes, inspirados nas ações do PCC (organização criminosa paulistana), atearam fogo em dois ônibus, expondo várias pessoas, inclusive idosos e crianças de colo, que eles usavam como escudo humano, à risco. Ainda, outros cinco ônibus foram depredados. Sete pessoas feridas pelos manifestantes foram atendidas no Hospital de Pronto Socorro (HPS) da capital gaúcha.

Nem a polícia escapou dessa vez - Sede do IGP atacada
A Brigada Militar somente agiu depois que os vandalismos começaram, para poder proteger os cidadãos, mas nem a polícia saiu ilesa da onda de assaltos praticada pela esquerda, pois a sede do Instituto Geral de Perícias e do Instituto de Identificação do estado teve a entrada destruída por grupos de manifestantes. Computadores e telões de atendimento ao público foram destruídos. A segurança teve que abandonar o local para não ser agredida (clique aqui para mais informações).

O saldo final foi de 44 bandidos presos, sendo nove menores que haviam sido cooptados por grupos de esquerda.

domingo, 16 de junho de 2013

A tarifa da ignorância

Escrito por Felipe Moura Brasil

O terrorismo — defendido abertamente por Marx — não é o lado lamentável de uma "manifestação" pacífica, como a grande mídia quer fazer crer. Ele é a essência e a razão de ser do ato, legitimado pela presença numerosa de desavisados (os "idiotas úteis", diria Lenin) mais ou menos pacíficos.

PM agredido em SP
Quem não se admite ignorante precisa depois se admitir idiota. Quem não se admite idiota precisa depois se admitir manipulado. Quem não se admite manipulado precisa depois se admitir cúmplice de crime. Quem não se admite cúmplice de crime precisa depois se admitir delinquente. Quem não se admite delinquente precisa depois se admitir bandido... E assim por diante, na escalada possível do ativismo juvenil.

O tamanho do esforço psicológico necessário para a própria salvação vai aumentando de acordo com o nível de estupidez e presunção alcançado.

Os comunistas são grandes mestres em transformar qualquer ignorante em bandido a seu serviço, principalmente depois que Herbert Marcuse percebeu que o proletariado industrial — a massa de manobra original de Karl Marx — já estava "corrompido" pelas benesses do capitalismo e que a nova classe revolucionária poderia ser formada por todos que tivessem qualquer tipo de frustração psicológica. Bastava organizá-los para destruir o "sistema".

No Brasil, como a estratégia de Antonio Gramsci de infiltrar militantes nos sistemas de ensino e comunicação foi altamente bem-sucedida nas últimas quatro décadas, milhões de jovens estudantes já foram reduzidos ao estado de boçalidade necessário para atender prontamente à primeira voz de comando, por mais que ela venha dos cantores de churrascaria da UNE, do Movimento Passe Livre, da Juventude do PT, do PSOL, do PSTU ou do PCO.


Revoltados contra tudo que não presta, eles não perdem a chance de reforçar tudo que não presta. Como dizia o filósofo Olavo de Carvalho: "É natural que um povo que se sente ludibriado sem saber por quem tenha um fundo e dolorido anseio de moralidade. Com um pouco de esperteza, esse anseio pode ser pervertido em desconfiança, a desconfiança em ódio, o ódio em instrumento de destruição sistemática de lideranças indesejáveis."

A horda de jovens que aderem real ou virtualmente às "manifestações" organizadas pelos partidos comunistas brasileiros, sob o pretexto de combater o aumento do preço da tarifa de ônibus, imagina-se lutando em favor dos pobres, quando está apenas sendo usada por manipuladores profissionais e propagandistas partidários em busca do mesmo poder político que, onde quer que tenha sido alcançado por seus similares, só fez piorar a vida dos pobres.

O terrorismo — defendido abertamente por Marx — não é o lado lamentável de uma "manifestação" pacífica, como a grande mídia quer fazer crer. Ele é a essência e a razão de ser do ato, legitimado pela presença numerosa de desavisados (os "idiotas úteis", diria Lenin) mais ou menos pacíficos.


Acatar suas reivindicações, ou mesmo dialogar com seus líderes a respeito, como faz o prefeito Fernando Haddad, é ensinar à população que o terror compensa — o que é muito mais grave do que o aumento de 20 centavos na tarifa de um serviço pelo qual a população vai pagar de qualquer jeito, seja como 'consumidora', seja como 'contribuinte', sendo que, neste caso, sem saber quanto está pagando e muito mais sujeita ao esquema de compadrio empresarial e falta de transparência do Estado no trato das verbas públicas.

Os jovens da horda, no entanto, meninos mimados acostumados à ideia de ter todos os direitos (inclusive o de exigir todos os direitos para si ou para os outros) e nenhuma obrigação, não querem saber disso, é claro, nem da inflação de alimentos que vem afetando o bolso dos pobres muito mais do que qualquer outra coisa. Aprenderam desde cedo a colaborar cegamente com o crime e não vai ser agora que vão se informar antes, para não fazê-lo.


Se nunca estudaram a obra de Marx, Lenin, Marcuse, Gramsci e demais intelectuais comunistas que inventaram o Brasil de hoje — do qual Lula ainda é o maior líder —, que dirá a crítica de seus legados, incluindo como chegamos ao estado de calamidade e abuso geral, contra o qual imaginam se revoltar dessa maneira estupidamente alienada. Naturalmente, pouco lhes importa ainda se, passada a semana inicial de terrorismo, o PT e o PCdoB, para evitar danos à imagem de Haddad, tenham decidido assumir o comando do movimento e mudar sutilmente o sentido dos "protestos", cujos alvos passam a ser a Polícia Militar e o governador Geraldo Alckmin, a verdadeira liderança indesejável que se quer odiosamente destruir.

Os jovens ativistas amam tanto os "oprimidos" quanto odeiam todo tipo de conhecimento necessário para ajudá-los. E preferem ser (cúmplices de) bandidos a reconhecer — antes tarde do que nunca — a própria ignorância.

É por isso que eu digo:

O perfeito idiota brasileiro é aquele que quer remediar um problema que ele não sabe qual é, com um remédio que ele não sabe para que serve, receitado por um médico que ele não tem a menor ideia de quem seja; e ainda está convicto e orgulhoso de fazer a sua parte para salvar o país.

Parabéns, seus manés. O país agradece.


*****

Notas

1. Quando um comunista fala em "manifestação", eu saco logo o meu spray de pimenta.

2. Depois de muitos anos de sucesso, a máxima "O importante é competir" finalmente deu lugar à "O importante é protestar". O Brasil, mais do que nunca, virou um programa do Serginho Groisman.

3. Ontem eu aprendi que criticar um ato de terrorismo comunista é o mesmo que ser contra qualquer mobilização popular. Hoje eu aprendi que definir um idiota brasileiro é o mesmo que ser a favor de toda a corrupção que está aí. Todo dia eu aprendo na seção de comentários da minha página que eu sou contra ou a favor de alguma coisa. Só não entendi direito por que, quando eu critico uma partida de futebol, ninguém diz que é porque eu sou a favor do vôlei. Mas tudo bem. É bonito isso. Fico imaginando quantos Felipes Moura Brasil existem na cabeça dos meus leitores. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Extrema-esquerda espalha terror em Porto Alegre

Extremistas em frente à prefeitura. A maioria com os rostos
cobertos para não serem identificados
Utilizando como pano de fundo a discussão sobre o preço do transporte público, militantes partidários, ligados a grupos de extrema-esquerda, espalharam terror e destruição pelas ruas de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (13 de julho).

A turba começou sua aglomeração em frente à Prefeitura, que havia sido depredada pelos meliantes em março (clique aqui para mais informações), porém o local foi isolado pela Guarda Municipal, que cercou o prédio com cordas e colocou seu efetivo para protegê-lo, impedindo que dessa vez houvesse uma repetição dos lamentáveis episódios de meses atrás. Frustrados em seu intento inicial, os bandidos bloquearam o trânsito em frente à prefeitura e seguiram em direção a Júlio de Castilhos, onde realizaram seu primeiro ataque, no caso contra a estação do Trensurb.

Grupo depreda estação do Trensurb
Após, parte da turba retornou à prefeitura e seguiu pela Borges de Medeiros, enquanto o restante dos meliantes foram pela Vigário José Inácio, em ambas as frentes houve depredações, pichações e destruição do patrimônio público e privado. Os grupos se encontraram na Avenida Salgado Filho, bloqueando o tráfego nos dois sentidos.

Sob gritos de “Isso aqui vai virar Turquia”, o grupo, agora novamente reunido, seguiu pela Borges de Medeiros no sentido Centro-Bairro destruindo tudo que viam para frente. À exemplo de outros vandalismos, muitos manifestantes viraram e incendiaram containeres de lixo sob efusivos aplausos de colegas e nenhum sinal de desaprovação.

Durante os ataques, containeres foram virados e incendiados
Por volta das 20h, chegaram à Lima e Silva, onde partiram em direção à República e, então, o vandalismo se intensificou. O grupo derrubou as mesas de bares na Cidade Baixa, quebrou vidros das casas e estabelecimentos comercias e jogou bombas de fabricação caseira na rua, contra os carros e pessoas. Além disso, pedestres, em geral pessoas de idade, e comerciários foram agredidos fisicamente.

Da Cidade Baixa, os vândalos partiram em direção à Avenida João Pessoa, onde retomaram a queima de containeres e os ataques às instalações comerciais e aos transeuntes. Somente a partir deste momento houve a intervenção da Brigada Militar que, para proteger os cidadãos, atirou bombas de gás lacrimogêneo, com o objetivo que dispersar os meliantes.

Meliantes colocando fogo em container
A contagem final deste episódio funesto e triste foi diversos estabelecimentos destruídos, prédios pichados, containeres incendiados e cidadãos feridos pelos manifestantes. A Brigada Militar efetuou a prisão de 23 bandidos, inclusive um deles possuía um coquetel molotov na mochila, pronto para ser lançado contra pessoas. Ao menos dois indivíduos presos já tinham diversas passagens pela Polícia.

Artefatos apreendidos com os
criminosos
O Movimento Estudantil Liberdade repudia veementemente estas ações lamentáveis e espera que os responsáveis passem um bom tempo atrás das grades, onde é o lugar desse tipo de pessoa. Os cidadãos de bem de Porto Alegre não podem ficar à mercê do terrorismo de extrema-esquerda, que jamais se utiliza do diálogo, sempre lançando mão à violência e às agressões.

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