terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A Greve dos Rodoviários de Porto Alegre

Por Régis Antônio Coimbra*

Nessa greve interminável, para mim parece haver um conluio entre as empresas e os sindicatos, bem como uma conveniência política no conflito, isso é, um interesse estadual e federal no desgaste municipal.

Para os motoristas, são férias remuneradas - porque, apesar da ilegalidade total da greve do modo como ela se radicalizou, haverá "perdão" no "final", para que finalmente voltem ao trabalho - e para as empresas, relativa economia durante um período de pouco movimento e numa situação de passagens "pré-pagas" e efetiva capitalização de poder na negociação das suas remunerações que parecem tender por diversos interesses para um caráter cada vez mais desvinculado do preço da passagem.

A questão licitação tende a ser uma grande decepção. As barreiras para a entrada de um concorrente são muito grandes. Isso vale para empresas e para funcionários. Não há outras empresas em condições de substituir as que estão aí, nem motoristas em condições de substituir os que já estão empregados. Pode servir (não sei qual a real probabilidade ou do que depende mesmo havendo o raio da licitação) para dar um pouco mais de transparência num sistema realmente muito opaco e cheio de ruídos (notadamente peduricalhos).

Diminuir a jornada de trabalho é possível, mas de modo escalonado. Isso não quer dizer que seja uma boa ideia. Certamente envolveria severos custos adicionais num serviço sensível. Penso que é melhor investir na melhoria das condições de trabalho. Os tais de banheiros nos fins das linhas, ar condicionado etc são uma solução bem melhor e com melhor impacto na qualidade do serviço; reduzir a jornada de trabalho é o clássico remédio que justifica a manutenção da doença, a saber, as más condições de trabalho.


*RÉGIS ANTÔNIO COIMBRA é 1º Vice-Presidente do Movimento Estudantil Liberdade. Filósofo e advogado formado pela UFRGS. Especialista em Direito e Economia e, atualmente, é Acadêmico da Licenciatura em Dança pela UFRGS e Professor no Colégio Tiradentes da Brigada Militar.


Comentário do Jornalista Políbio Braga sobre a greve dos rodoviários em Porto Alegre

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Nota sobre o fechamento da Videoteca da UFRGS

Videoteca da UFRGS, Campus do Vale
O DCE Livre – Movimento Estudantil Liberdade esteve junto com a Chapa 3 – DCE de Verdade, a pedido deste grupo, nas eleições para o Diretório Central dos Estudantes da UFRGS que ocorreram no ano passado, auxiliando na campanha (através da distribuição de panfletos, afixação de cartazes e disponibilização de mesários) e na fundamentação ideológica do grupo (cerca de 90% das propostas da Chapa 3 são propostas históricas do MEL). Assim, com a vitória deste grupo político no pleito, temos uma forte ligação com a atual Gestão do DCE da UFRGS, porém apoiar, para nós, não significa coadunar com todas as ações dos gestores da entidade. Fazemos um apoio crítico, elogiando e ovacionando aquilo que vem em benefício aos estudantes, bem como, repreendendo e cobrando ações em relação àquilo que prejudica a comunidade acadêmica.

Assim, lamentamos profundamente a decisão tomada pela direção do DCE/UFRGS em relação à videoteca do Campus do Vale, no sentido de cessar os serviços que vem sendo prestados aos estudantes, faz 16 anos, pelo empresário Filipe Petrusch. Vemos a videoteca como uma opção de conhecimento e entretenimento a baixo custo para a comunidade acadêmica. Com um acervo de cerca de 5 mil filmes e preço de locação em torno de R$1,50, o serviço, que é bastante procurado, se tornou essencial e faz parte do cotidiano da Universidade.

Integrantes do Coletivo Pipoka - Cinema Popular Itinerante
ocuparam a videoteca para impedir o despejo e a liquidação
do acervo.
Ao tomar a decisão, no meio das férias, sem consultar os estudantes, de expulsar a Videoteca, a atual Gestão do DCE/UFRGS agiu de forma patrimonialista e isso foi um desrespeito com a comunidade da UFRGS. O que se vê é uma espécie de perseguição política que não deveria ter espaço dentro do movimento estudantil universitário. Em todos esses anos de funcionamento, nenhuma gestão anterior do DCE teve qualquer tipo de atrito com a locadora de vídeos. Aliás, o próprio Movimento Estudantil Liberdade, quando capitaneou o DCE/UFRGS, na Gestão 2009/2010, teve uma postura de diálogo com as videotecas do centro, saúde e vale (clique aqui para mais informações) e nunca tentou retirar esse serviço dos estudantes.

A própria Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em matéria publicada no Jornal da Universidade (clique aqui para acessar a matéria), reconheceu a importância das Videotecas para a comunidade da UFRGS e expressou que elas “têm um acervo diferenciado em relação às locadoras convencionais e constituem uma fonte barata de entretenimento e conhecimento, além de complementar a formação acadêmica.”.

A desculpa dada pela atual Gestão do DCE/UFRGS, de que a videoteca estaria ocupando um espaço ilegalmente (clique aqui para ler a nota do DCE), também não é pertinente, pois o espaço ocupado pelo serviço pertence ao Departamento de Projetos e Obras da UFRGS (Prédio 43.606) e não se comunica com a área de competência do DCE, onde se localiza a Sede da entidade no Campus do Vale, seja por portas ou corredores. Dessa forma, caberia à Administração Central da UFRGS, e não ao DCE!, se manifestar sobre qualquer, em tese, irregularidade que porventura estivesse ocorrendo naquele espaço.

A justificativa, dada pela atual Gestão do DCE/UFRGS, de que a necessidade de desocupação daquele espaço adviria da necessidade de um espaço para alocação de um Posto de Recarga do Cartão TRI no Campus do Vale também não é razoável, pois o DCE/UFRGS dispõe de um espaço, hoje fechado e sem uso, logo ao lado da videoteca, onde poderia, sem maiores problemas, instalar o referido Posto de Recarga.

Em razão de tudo isso que aqui expressamos, o DCE Livre – Movimento Estudantil Liberdade, manifesta que, no presente caso, a Gestão do DCE/UFRGS agiu de forma arbitrária, colocando os interesses dos estudantes de lado por motivos obscuros que desconhecemos e não podemos precisar o que há por trás disso. Houve falta de vontade política e algo mais em toda essa querela.

Por fim, entendemos que a Diretoria Executiva do DCE/UFRGS deve reconhecer que, ao tomar uma decisão unilateral, criou um problema que esta prejudicando muitos estudantes. O DCE/UFRGS deve suspender temporariamente a decisão e abrir um canal de diálogo em conjunto com os gestores da videoteca, para buscar um caminho que não prejudique a comunidade acadêmica.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Presidente do DCE/UFRGS defende propostas históricas do MEL junto à Reitoria

Foto: Cadinho Andrade/UFRGS
O Presidente do Diretório Central dos Estudantes da UFRGS, Lucas Herbert Jones, se reuniu com o Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Prof. Carlos Alexandre Netto, no dia 19 de dezembro, oportunidade na qual apresentou uma série de demandas dos estudantes da Universidade que serão pauta da gestão do DCE/UFRGS no ano de 2014.

O DCE Livre – Movimento Estudantil Liberdade, a pedido dos membros da Chapa 3 (grupo eleito para a Gestão 2013/2014), apoiou e auxiliou a chapa presidida por Lucas Jones (clique aqui para mais detalhes) durante o último pleito, não apenas por sermos grupos ideologicamente irmãos, balizados pela defesa da despartidarização do Movimento Estudantil e pela busca de resultados concretos para os estudantes, mas principalmente pela similaridade de nossos discursos, onde cerca de 90% das proposta da Chapa 3 foram construídas em cima das propostas históricas do MEL.

Dessa forma, o Presidente do DCE/UFRGS apresentou à Reitoria, entre outras propostas, bandeiras que vem sendo defendidas pelo MEL faz muitos anos, como:

- Volta do Suco no RU;
- Mais Segurança na UFRGS, com melhoria na iluminação e policiamento na Universidade;
- Projeto de transporte intercampi;
- Defesa do Parque Tecnológico da UFRGS;
- Abertura das bibliotecas no período noturno.

Assim, satisfeitos, vemos que a nova gestão do DCE/UFRGS começou com o pé direito e aos poucos vai implementando o projeto do Movimento Estudantil Liberdade para a UFRGS.

domingo, 22 de dezembro de 2013

DAQ é alvo de vandalismo

Paredes, refrigeradores e mesa de sinuca foram pichados
O Diretório Acadêmico dos Estudantes de Química (DAQ) da UFRGS  foi alvo de vandalismo por parte de militantes de extrema-esquerda na última semana. Os radicais picharam palavras de ordem e jargões socialistas nas paredes da entidade estudantil. Eletrodomésticos também foram pichados e nem a mesa de sinuca escapou.

Nas redes sociais, diversos estudantes de química reprovaram o ato e lamentaram o ocorrido com o diretório. Alguns suscitaram a possibilidade de envolvimento da atual Gestão do DAQ no ocorrido, informando que uma das motivações para a depredação do diretório teria sido a derrota nas últimas eleições e que isto seria uma retaliação contra a chapa vencedora do pleito.

Os autores da arruaça teriam se reunido antes em uma "assembléia", que contou com a participação de militantes de outros cursos e de gente de fora da Universidade, para arquitetar o ato. De fato, a pichação de ambientes de uso coletivo, na tentativa de impor sua ideologia, é uma prática bem comum dos indivíduos e grupelhos de esquerda.

O DCE Livre - Movimento Estudantil Liberdade, grupo que apoiou a chapa vencedora nas eleições para o DCE da UFRGS, se solidariza com os estudantes de química e manifesta que os autores de tão lamentável ato devem ser rigorosamente punidos e, inclusive, deveriam arcar com as despesas de pintura e restauração do espaço estudantil que destruíram.

sábado, 21 de dezembro de 2013

CONTRAPONTO à imagem de Natal do DCE Livre

O DCE Livre - Movimento Estudantil Liberdade, em defesa da democracia, publica o contraponto escrito por Liziane Edler em relação à imagem de Natal do DCE Livre/MEL.

CONTRAPONTO: MINHA OPINIÃO SOBRE A IMAGEM NATALINA VINCULADA NA PÁGINA DO DCE LIVRE – MOVIMENTO ESTUDANTIL LIBERDADE

Por Liziane Edler*

Não faço parte de nenhum partido, nem grupo estudantil, e o meu texto não tem qualquer orientação política. Sou feminista, e escrevo sobre o tema no meu blog e página pessoal, mas minha manifestação não é contra o machismo pessoalizado e isolado em uma única postagem, por isso, friso que não estou fazendo uma crítica individualizada. O meu texto é sobre construção de gênero, e o quanto ela pode passar despercebida quando os discursos não se aprofundam, e as pessoas se limitam a repetir, incansavelmente, frases prontas e imbuídas de preconceitos seculares.
Eu não conheço as pessoas que participam do Movimento Estudantil Liberdade, mas estou aproveitando o espaço que uma delas me cedeu para fazer uma crítica à imagem de mulheres semi-nuas que foi postada na página do referido Movimento. Na imagem, as mulheres exibem uma postura sexy, usam calcinhas do tipo fio-dental e estão sem a parte de cima da roupa (mas seus seios não aparecem). Eu li os comentários sobre o assunto na página, e muitos argumentaram que as mulheres eram modelos e foram pagas para tirar a foto, ou seja, exibiram seu corpo voluntariamente. De fato, é um argumento factível, porém, como citei acima, falta um aprofundamento que eu tenho a intenção de propor. 
Imagens semelhantes a essa estampam capas de revistas e outdoors todos os dias em quase todos os cantos do mundo. Mulheres com as bundas expostas fazem a abertura de programas como o Pânico na TV e, durante entrevistas, têm pouco espaço de fala. Mulheres que estão sendo pagas e que também se apresentam voluntariamente para esse tipo de trabalho. Mulheres que também cresceram em uma sociedade patriarcal, que viram outras mulheres sendo sexualizadas constantemente, que aprenderam que seu valor seria sempre proporcional à sua beleza e capacidade de atrair. 
Mas, afinal, se todos somos livres, por que não pode haver quem queira se expor, e outro que deseje “apreciar a beleza” exposta, como bem defendeu alguém em um dos comentários? A minha resposta pode parecer um desvio ao assunto, mas, na verdade, é um convite a mergulhar em questões que não costumam ser discutidas quando esse tema é levantado. Toda a pessoa produz suas preferências a partir de parâmetros do que dispõe ao seu entorno, e essas preferências irão se restringir, até mesmo ao ponto de  restar apenas uma possibilidade, se a sociedade for opressora ao ponto de não lhe oferecer mais alternativas. A mesma sociedade que fabrica modelos inatingíveis de beleza, que produz comésticos, que dedica quase toda a indústria da moda ao público feminino,  que cria impedimentos abismais para a entrada da mulher em cargos políticos e que reproduz, todos os dias, a imagem publicitária da mulher bela e sexualmente rentável. A exposição do corpo da mulher rende fortunas, e essas somas enormes, quando distribuídas, permanecem nas mãos dos homens, pois a feminização da pobreza é um problema reconhecido em muitos países.
O Movimento Estudantil Liberdade tem o direito de vincular a imagem de mulheres em posição sexy tanto quanto as modelos têm o direito de exibir seus corpos quando e como bem entenderem. Mesmo assim, eu escrevo esse texto, porque eu gostaria de ver mais imagens de mulheres pesquisadoras, empresárias, engenheiras, advogadas, economistas, empreendedoras. Eu gostaria de ter mais possibilidades com as quais pudesse me identificar, e mais certeza quanto à liberdade que meu gênero dispõe para exercer o papel que quiser. Esse espaço me foi cedido agora, portanto, eu o aproveito para compartilhar a imagem que gostaria de ver com a mesma frequência com que sou bombardeada pela mídia com seios grandes e bundas “photoshapadas”... E, para finalizar, pergunto a todos que ainda negam as diferenças de tratamento aos gêneros na nossa sociedade: podem me explicar por que a imagem não era de um grupo de homens musculosos com touquinhas de papai noel? 


*LIZIANE EDLER é Acadêmica da Faculdade de Direito da UFRGS.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Presidente da Câmara Municipal prestigia posse no DCE da UFRGS

Presidente Dr. Thiago Duarte (PDT) participa da posse da nova
diretoria do DCE da UFRGS.
Foto: Ederson Nunes
Eleita com cerca de 40% dos votos, a chapa 3 – DCE de verdade – Nosso Partido é o Estudante tomou posse para comandar o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Dr. Thiago Duarte (PDT), acompanhou a cerimônia, realizada na noite desta sexta-feira (13/12), no prédio da Economia.

O presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), Fábio Vieira, afirmou que a eleição foi simbólica e emblemática. “Foi uma vitória no ano em que milhares de pessoas saíram às ruas para manifestar indignação com nossos representantes”, lembrou.

Depois de empossado, o novo presidente Lucas Diones falou das bandeiras levantadas durante a campanha. “Alertamos que havia conflito de interesse quando temos alunos comandando o DCE que estão em partidos políticos. Nossa luta é por melhorias tangíveis. Queremos acordar os estudantes para reflexões críticas sobre a política. Mas não somos um grupo contra os partidos. Só queremos mostrar que estudantes sem partidos também podem liderar porque queremos mesmo é defender os colegas”, afirmou.

“A resposta nas urnas do DCE da Ufrgs, do qual os grupos comandados por integrantes do Bloco de Lutas detinham o poder, amargou uma expressiva derrota, pelo voto direto de estudantes que não concordaram com quem os representava. O uso da força e os atos de vandalismo nas manifestações públicas não se enquadram nos princípios brasileiros. Os próprios estudantes, que têm nas mãos o futuro de uma nação, cortaram o mal pela raiz”, ressaltou o presidente da Câmara, Dr. Thiago Duarte.

Texto: Maurício Macedo (reg. prof. 9532)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A narrativa e os esqueletos

Por Denis Lerrer Rosenfield*

Revolver tumbas e mexer com esqueletos são formas de manipulação de algo putrefato que exibem um tipo de prazer mórbido. Pior ainda quando isso se faz sob a bandeira ideológica de uma suposta busca da verdade. O lado físico do cadáver toma o lugar do que deveria ser um modo simbólico de o país lidar com seu passado. A reelaboração cede o lugar à exploração dos esqueletos.

A exumação do cadáver de João Goulart está sendo a ocasião de toda uma narrativa que procura sobrepor-se aos fatos. Desenterrar alguém é uma atividade dolorosa, que deveria ser evitada ao extremo, salvo se, bem fundada, fosse absolutamente necessária. Nada indica, segundo depoimentos de seus próximos, que o ex-presidente tenha sido envenenado. Foi construída toda uma "história" que procura justificar tal ato com objetivo explícito de exploração política, numa nítida tentativa de reescrever a História.

O País vive uma extraordinária fase de normalidade institucional, estabilidade democrática e fortalecimento das instituições, fruto de todo um processo negociado de transição política que culminou na Constituição de 1988. Nossa Carta Maior tem demonstrado sua vitalidade até em processos de mudança de vários de seus artigos, conforme procedimentos e regras que exibem toda a sua força.

Nunca é demais lembrar que a Lei da Anistia foi instrumento central de todo esse processo, tendo como protagonistas a oposição liberal e democrática, encarnada por figuras notáveis como Ulysses Guimarães, Paulo Brossard, Teotônio Villela, Franco Montoro, Tancredo Neves e Mário Covas, entre outros; os dissidentes da Arena, que formaram o Partido da Frente Liberal; e os militares democráticos, que não só abriram esse caminho, como o sustentaram. A esquerda radical, derrotada, nada tinha a dizer senão reconhecer um processo de democratização de tipo liberal, levado a cabo contra suas convicções. Na linguagem marxista, teve de se resignar à "democracia burguesa", pois seu projeto socialista/comunista havia fracassado.

O Brasil foi e é um exemplo político para o mundo. Exemplo de concórdia e de negociação, sabendo deixar as sequelas do passado para trás, ciente de que o presente só vislumbra a esperança quando voltado para o futuro. Acontece que os derrotados estão agora tentando reescrever a História, procurando a vitória pela manipulação das ideias e de sua consequente exploração midiática.

Um episódio particularmente significativo ocorreu no reenterro do ex-presidente Goulart, com as honras devidas. Havia parlamentares e ministros presentes. O Exército Brasileiro esteve representado na figura do general Bolívar Goellner, comandante Militar Sul. Seguiu, enquanto soldado, o regulamento, conforme as determinações do Comando do Exército, subordinado à presidente da República. Atuou, portanto, como militar constitucionalista que é. Soube, no entanto, distinguir entre homenagem militar e suposto reconhecimento de um "erro histórico". Não havia nenhuma retratação em pauta, pela simples razão de que esse não era o significado das honras fúnebres, tampouco cabendo a ele refazer a História. A História é constituída por fatos que não podem ser reescritos, embora, evidentemente, possam servir de aprendizado para as futuras gerações, não importando o lado atingido.

A ministra Maria do Rosário, irritada, segundo a notícia, teria declarado que o assunto deveria ser levado ao Comando do Exército. Um parlamentar usou da ironia para dizer que nem sabia o nome do comandante Militar Sul e que este deveria apenas seguir o regulamento. Queria que ele o desrespeitasse? Trata-se de afrontas, totalmente desnecessárias, à instituição militar, que, sim, garantiu a transição democrática e foi sua garante em momentos difíceis.

Note-se que a exumação do cadáver para exames toxicológicos e outros deixou de ser a questão e o problema se deslocou para as honras militares do novo enterro. Já fora um despropósito a exumação, que foi seguida de um espetáculo político, cada partido e político procurando extrair o máximo de benefícios. Foi uma forma canhestra de reescritura da História. O recato desapareceu em proveito da ideologia.

E não se fala mais dos exames. Seus "resultados", conforme foi anunciado, podem demorar entre seis meses e um ano. Um dos especialistas, aliás, é um médico cubano, como se a ditadura comunista caribenha fosse um grande centro de medicina, contando com profissionais e laboratórios mundialmente renomados. Deveriam, isso sim, enterrar seu próprio regime político, exemplo de abolição das liberdades e da democracia.

O problema tornou-se o reenterro, como se a exposição do cadáver devesse ser seguida de atos de desrespeito à instituição militar, provocada na figura de seu representante. Sua resposta, contida e clara, mostra o amadurecimento do Exército precisamente quando confrontado com quem procura provocá-lo. Por que, aliás, a provocação?

É como se a exumação e o novo enterro tivessem como finalidade uma reescritura histórica, que poderia levar à abolição da Lei da Anistia. Já não bastou a Comissão da Verdade ter-se recusado a investigar os crimes da esquerda armada, num comportamento evidentemente parcial. Tampouco é suficiente que os que propugnavam estabelecer no Brasil uma ditadura comunista sejam agora apresentados como "combatentes da liberdade". Não prezam a estabilidade institucional do País?

Parece não haver limites. Agora, outra reescritura entra em pauta, a da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, apresentada como "assassinato político". Todos os especialistas que analisaram o fato se recusam a essa nova pantomima, reiterando o acidente que foi. Os cadáveres estão-se tornando protagonistas políticos graças a esses criadores de "mortos vivos". Pensam que o País deve seguir o exemplo da Argentina, que se enterra cada vez mais?


Fonte: Publicado no jornal O Estado de S.Paulo de 16/12/2013

*DENIS ROSENFIELD é professor de Filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Solenidade Oficial de posse do DCE

PSOL e PSTU, derrotados e humilhados, entregaram a sede
do DCE ontem, no CEB, dia 12 de dezembro de 2013.
Na data de hoje comemora-se os 45 anos do Ato Institucional nº 5, importante instrumento no combate aos militantes de extrema-esquerda que vinham realizando sequestros, assaltos a banco, assassinatos e outras ações terroristas contra a população civil. A medida veio para proteger os cidadãos de bem e impedir que indivíduos radicais continuassem lhes causando mal. Foi um basta para o fanatismo.

Assim, após tomar posse no Conselho de Entidades de Base (CEB) realizado ontem, dia 12 de dezembro, a Gestão 2013-2014 do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DCE/UFRGS), que derrotou a esquerda radical na Universidade, organizada por partidos nanicos de extrema-esquerda, em especial o PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados), realizará uma solenidade oficial de posse em data tão simbólica para o sepultamento do radicalismo de esquerda.

A Solenidade Oficial ocorrerá hoje, 13 de dezembro, às 19 horas no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e contará com a presença de várias autoridades da sociedade civil.

Todos os estudantes da Universidade estão convidados.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Referente ao texto "A Crise do Bloco de Lutas"

O Movimento Estudantil Liberdade, em defesa da democracia, publica o contraponto escrito por Emerson Rocha Luiz, que já esteve junto com o MEL em vários momentos, em relação ao texto "A Crise do Bloco de Lutas".

Referente a um texto "A Crise do Bloco de Lutas" de Gabriel Marchesi do MEL.
Por Emerson Rocha Luiz

Emerson e Gabriel Marchesi conversam
durante a noite de apuração dos resultados
das eleições para o DCE/UFRGS
Educadamente peço que não deem atenção (não divulgar, levar a sério nem endorsar a terceiro que é alguma verdade). Os caras só querem atenção, a ponto de enviar notícia pra jornal antes dos demais dizendo que "eles" é que fizeram algo. Dai um tal de Polibio é outro que vai e escreve merda.

E porque estou dizendo isso? Porque tem pessoas que não sabem que não dá pra levar a sério o MEL e ficam inflando a bola de gente que nem consegue implorar pra colegas assinarem documentos pra serem de alguma chapa. E como esse texto ali cita o bloco de lugas, é certo que viria a tona por aqui.

Segundo minha opinião pessoal (e que qualquer um pode discutir nos comentários), posso reforçar inverdades do que ele cita:

- O texto é parcial é preconceituoso. Ele criminaliza o bloco de lucas e mente a respeito das prisões deste ano terem sido legítimas.

- Ele faz uma comparação absurda, como se o bloco de lutas fosse uma chapa do DCE da UFRGS. Trollagem? Quem sabe querem atenção? 

- Ele dá a entender que pessoal da tal chapa que venceu o DCE era totalmente contra o bloco de lutas, porém boa parte da chapa esteve nos protestos quando o volume dele estava grande, e boa parte debandou quando teve aquele carro de som e uma "festa" numa praça enquanto gente do PSOL conversava com governador em nome de todo mundo que estava ali e arregando enquanto pessoas lá fora estavam sendo REVISTADAS. Aquilo pareceu traição

Emerson (na imagem no reflexo na janela) acompanhou Régis
e Marchesi durante visita às obras do DCE em 2010.
- Ele da a entender que a chapa que venceu venceu porque era de direita; Eu diria que foi muito mais uma questão de que a chapa de situação polarizou a disputa dizendo publicamente deveriam votar neles ou uma chapa especifica de oposição ganharia, mas não consideraram que parte dos estudantes estava infeliz com a participação no dia dia da universidade, como as reuniões nos conselhos universitários que o DCE anterior nunca ia.

- MEL não vale a pena nem como apoio de longe. Os caras só aparecem em eleição e no resto do ano escrevem coisas e tiram print screen ou fatos eventualmente são verdade mas distorcem completamente o contexto.

Emerson e Gabriel Marchesi confraternizam durante Assembléia Geral dos Estudantes da UFRGS
Em 2012 (a partir dos 4:30)

Editado:

Alias, por favor, nem deem moral pro MEL fora do RS. Imaginem a merda que é pessoal de extrema-direita de outras universidades resolvem acreditar no Marchesi e resolvem espalhar em tudo que é universidade, fazer merda nenhuma nas gestões mas ficar dizendo que uma ou outra gestão que não é de esquerda é de direita, com a mesma lavagem cerebral que estão fazendo aqui. Cara, se pessoal que é de esquerda já estava acreditando nisso, imagimem o impacto negativo nos estudantes em geral que pode acontecer no resto do Brasil e haver derrotas simplesmente porque outros DCEs do brasil resolvem polarizar como ocorreu na UFRGS.

Sério, se uma chapa que está correndo a todo custo de não ser chamada de direita já é complicada para quem é de esquerda, imaginem o estrago que pessoal de direita pode fazer em universidades aonde os alunos costumam ser conservadores e as reitorias não iriam se importar se eles permanecessem ganhando.

Por isso, levem a sério deixar o MEL ficar no esquecimento. Estarão fazendo um bem a sociedade.

Emerson durante uma reunião do MEL/UFRGS, com o Presidente, Vice-Presidente
e Secretário-Geral do MEL, no apartamento de Gabriel Marchesi
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